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380. A parábola do dinheiro emprestado

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
19, 11-28)

Naquele tempo, Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. Então Jesus disse:

"Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: 'Procurai negociar até que eu volte'. Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: 'Nós não queremos que esse homem reine sobre nós'. Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado.

O primeiro chegou e disse: 'Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais'. O homem disse: 'Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades'. O segundo chegou e disse: 'Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais'. O homem disse também a este: 'Recebe tu também o governo de cinco cidades'. Chegou o outro empregado e disse: 'Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste'.

O homem disse: 'Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros'. Depois disse aos que estavam aí presentes: 'Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil'. Os presentes disseram: 'Senhor, esse já tem mil moedas!' Ele respondeu: 'Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente'". Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém.

No Evangelho de hoje, Jesus conta-nos numa só narrativa uma dupla parábola: temos, de um lado, aquele homem que parte de sua cidade para ser coroado rei, mas cujos concidadãos, adversários seus, não desejam ser governados por ele; de outro, as minas de prata cujo rendimento é confiado a dez empregados. Representam-se aqui, de modo bastante claro, a vida da Igreja e o tempo em que vivemos: Jesus, com efeito, é quem há de tomar posse do seu reinado; deixa-se ausentar, no entanto, para que neste período de espera cada um tire proveito das graças que lhe foram concedidas; é no dia do Juízo, por fim, que Ele irá retornar a este mundo para, julgando-nos conforme o nosso procedimento, premiar os justos com os gozos do Céu e condenar os réprobos com os tormentos do Inferno.

Estas duas histórias devem servir-nos sempre de alerta para a necessidade de empreendermos sem preguiça os dons espirituais que recebemos de Deus, que deseja que cada um de nós cresça e se torne santo segundo a medida com que houver sido agraciado. Lembremo-nos, pois, de que ao final da parábola não são apenas os inimigos do Rei os que se condenam, senão também o servo acomodado e temeroso: "Tirai dele as cem moedas", dirá Ele à hora derradeira aos que não tiverem trabalhado, "e dai-as àquele que tem mil". Peçamos hoje à Virgem Santíssima, escrava do Senhor, que nos alcance a graça de servirmos ao seu Filho com mais generosidade, deixando-O exigir de nós tudo e o quanto Lhe aprouver. Empenhemo-nos com todas as forças para que rendam as graças que recebemos, pois nos está reservado na vida futura um prêmio sem proporção com as alegrias passageiras da vida presente.

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