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301. A pobreza de espírito

Os pobres de espírito, a quem pertence o Reino dos Céus, devem ser, em relação aos bens espirituais, como os ricos deste mundo, nunca achando suficiente o pouco que já ofereceram a Deus.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
19, 23-30)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: "Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus". Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: "Então, quem pode ser salvo?" Jesus olhou para eles e disse: "Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível".

Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: "Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber?" Jesus respondeu: "Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros.

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala da pobreza de espírito que todos precisamos ter para nos tornarmos os santos que Ele, desde toda a eternidade, planejou que fôssemos. O contraponto dessa atitude espiritual encontra-se na imagem do materialista, que "dificilmente entrará no reino dos Céus", porque transferiu para as riquezas deste mundo a sede e a procura que ele deveria manter em relação a Deus. O pobre de espírito se compara, portanto, aos ricos deste mundo, porque, assim como estes nunca estão satisfeitos com o que têm, aquele também não se contenta com o pouco que já ofereceu a Deus. Para uma alma verdadeiramente amante, de fato, nada basta, tudo o que se faz em prol de quem se ama ainda não é o suficiente. Por isso, é necessário que tomemos nossa vida espiritual de assalto, resistindo à tentação de olhar para trás, como se já tivéssemos feito muito por Aquele que nos deu tudo, inclusive a própria vida. Imitemos os Apóstolos, que responderam com radicalidade ao amor total de Deus para viverem o seguimento perseverante de Cristo, a fim de gozarmos, no fim dos tempos, da porção do Reino reservada a todos os pobres de espírito.

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