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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
7, 40-53)

Naquele tempo, ao ouvirem as palavras de Jesus, algumas pessoas diziam: "Este é, verdadeiramente, o Profeta". Outros diziam: "Ele é o Messias". Mas alguns objetavam: "Porventura o Messias virá da Galileia? Não diz a Escritura que o Messias será da descendência de Davi e virá de Belém, povoado de onde era Davi?"

Assim, houve divisão no meio do povo por causa de Jesus. Alguns queriam prendê-lo, mas ninguém pôs as mãos nele. Então, os guardas do Templo voltaram para os sumos sacerdotes e os fariseus, e estes lhes perguntaram: "Por que não o trouxestes?"

Os guardas responderam: "Ninguém jamais falou como este homem". Então os fariseus disseram-lhes: "Também vós vos deixastes enganar? Por acaso algum dos chefes ou dos fariseus acreditou nele? Mas esta gente que não conhece a Lei, é maldita!"

Nicodemos, porém, um dos fariseus, aquele que se tinha encontrado com Jesus anteriormente, disse: "Será que a nossa Lei julga alguém, antes de o ouvir e saber o que ele fez?" Eles responderam: "Também tu és galileu, porventura? Vai estudar e verás que da Galileia não surge profeta". E cada um voltou para sua casa.

Este primeiro sábado do mês de abril, dia propício para repararmos as ofensas feitas ao Imaculado Coração de Maria, adquire tonalidades especiais, já que a partir de amanhã, 5.º Domingo da Quaresma — início do que antigamente se costumava chamar "Tempo da Paixão" —, a Igreja começa a enfatizar em sua Liturgia não tanto aqueles aspectos ligados à conversão e à penitência quanto as dores e sofrimentos de Nosso Senhor, cujo sacrifício na Cruz é de certa forma "antecipado", por assim dizer, no Prefácio que de agora em diante passaremos a ler na Missa. Para acentuar a austeridade dessas duas semanas antes da Páscoa, cobrem-se com véus roxos os crucifixos e imagens sacras e começam-se a reviver, com particular intensidade, as circunstâncias preparatórias para a morte do Redentor. Diante de tal horizonte litúrgico, este primeiro sábado do mês é um convite mais do que especial para meditarmos, com espírito de reparação, as sete dores de Nossa Senhora, que, ao lado de seu Filho crucificado, nos ajuda a compreender o quão terrível é o pecado: Cristo, sofrendo por nós o horror da iniquidade até a última gota de sangue; Maria, mostrando-nos como um coração humano deveria sentir-se frente a um Deus que padece por nossa causa. Peçamos hoje ao Pai que nos dê participar da compaixão da Virgem Dolorosa e nos infunda as disposições para, com fé e humildade, podermos reparar as tantas ofensas que, dia após dia, são lançadas àquela Sagrada Face consolada pelo véu de Verônica.

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