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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
11, 16-19)

Naquele tempo, Jesus disse: "Com quem vou comparar esta geração? É parecida com crianças sentadas nas praças, gritando umas para as outras: 'Tocamos flauta para vós, e não dançastes. Entoamos cantos de luto e não chorastes!' Veio João, que não come nem bebe, e dizem: 'Tem um demônio.' Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: 'É um comilão e beberrão, amigo de publicanos e de pecadores.' Mas a sabedoria foi reconhecida em virtude de suas obras."

O Evangelho desta 6.ª-feira nos coloca diante da talvez mais curiosa característica da religião cristã: o seu caráter aparentemente contraditório, paradoxal, em que duas verdades, ambas acolhidas pela fé, parecem chocar-se e digladiar-se, como numa tensão entre polos opostos e inconciliáveis. O Senhor, com efeito, no mostra hoje como o homem é sempre surpreendido pelas formas várias e diversas com que Deus fala à humanidade: falara por meio dos profetas e de João Batista, austero, penitente, recoberto de cilícios (cf. Mt 3, 4), de discurso firme e decidido: "Raça de víboras! Quem vos ensinou a fugir da ira iminente? Fazei, pois, uma penitência frutuosa" (Lc 3, 7-8), clamava ao povo que vinha ser batizado por ele; nestes últimos tempos, falou-nos por seu Filho (cf. Hb 1, 2), benévolo, misericordioso, que se senta à mesa de publicanos e pecadores: "Amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem" (Mt 5, 44), ensinava às multidões que o seguiam.

Trata-se aqui da imensa riqueza e das infinitas nuances do amor de Deus, que é bom e paciente, reto e retribuidor, que consola os perseguidos e pune a iniquidade dos perseguidores, que é, enfim, justo e também misericordioso. Essas duas faces do Senhor — uma doce e serena, outra dura e desafiadora — são simbolizadas neste tempo de Advento pelos dois precursores de Cristo: por um lado, o Batista quer preparar o nosso coração para a vinda de Jesus mediante uma verdadeira penitência, uma sincera conversão de vida: "Endireitai as suas veredas (Is 40, 3; cf. Mt 3, 3), exclama a todos nós; por outro, a Virgem Maria quer amansar a nossa alma, fazer dela um presépio acolhedor para a chegada natalícia do Filho (cf. Lc 2, 6-7), que, esvaziando-se a si mesmo (cf. Fl 2, 7), se faz presente aos homens na forma humildade, pequenina, frágil dum recém-nascido. O Senhor nos convida, assim, a abraçar com fé verdadeiramente católica essa afabilidade e essa dureza, essa doçura e essa firmeza do amor que Deus manifesta quer na penitência de João, quer no colo maternal da Virgem Santíssima.

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