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Homilia Dominical
14 Ago 2015 - 26:40

Augusta Rainha dos céus

Maria foi a primeira a ser redimida, a primeira a receber o Espírito Santo e a primeira a acreditar. Por que, então, alguns se escandalizam com a sua glorificação antecipada nos céus? Nesta pregação, entre no mistério da assunção de Maria Santíssima e aprenda a rezar a bela oração “Augusta Rainha dos céus”, revelada por Nossa Senhora ao beato pe. Luís Eduardo Cestac.
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Homilia Dominical - 14 Ago 2015 - 26:40

Augusta Rainha dos céus

Maria foi a primeira a ser redimida, a primeira a receber o Espírito Santo e a primeira a acreditar. Por que, então, alguns se escandalizam com a sua glorificação antecipada nos céus? Nesta pregação, entre no mistério da assunção de Maria Santíssima e aprenda a rezar a bela oração “Augusta Rainha dos céus”, revelada por Nossa Senhora ao beato pe. Luís Eduardo Cestac.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas 

(Lc 1, 39-56)

Alguns teólogos contemporâneos encontram dificuldades em acreditar que "a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial" [1], como estabelece o dogma proclamado pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950. O problema muitas vezes reside em aceitar que haja na Santíssima Virgem algo de especial, como é o fato de a sua ressurreição gloriosa ter ocorrido antes do normal.

Em resposta a essas indagações, "a Igreja, ao expor a sua doutrina sobre a sorte do homem depois da morte, exclui qualquer explicação com que se tirasse o seu sentido à Assunção de Nossa Senhora, naquilo que esta tem de único, ou seja, o fato de ser a glorificação corporal da Virgem Santíssima uma antecipação da glorificação que está destinada a todos os outros eleitos" [2].

Para entender esse privilégio concedido à Mãe de Deus, é preciso lançar um olhar a toda a sua vida, na qual – como ela mesmo proclama em seu Magnificat – "o Poderoso fez maravilhas" (Lc 1, 49):

  1. concebida sem pecado original, Maria Santíssima foi salva pelos méritos da paixão de Cristo antes mesmo que Ele viesse ao mundo;
  2. escolhida por Deus para ser a Mãe do Salvador, Maria foi a primeira criatura a receber o Espírito Santo (cf. Lc 1, 35), muito antes de Pentecostes;
  3. fiel assistente do Cristo até a agonia da Cruz, "aquela que acreditou" (Lc 1, 45) foi a primeira a crer na ressurreição do Senhor, enquanto a fé de todos à sua volta sucumbia.

A vida de Nossa Senhora é realmente singular, constando de uma série de eventos únicos e irrepetíveis. Se ela foi a primeira a ser redimida, a primeira a ser ungida e a primeira a acreditar, por que seria motivo de escândalo que também ela fosse a primeira a ser glorificada pelo Altíssimo?

Na verdade, a primeira leitura deste Domingo deixa inequívoca a fé constante da Igreja na participação antecipada da Mãe de Deus na glória celeste: "Então apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. (...) E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro" ( Ap 12, 1. 5). Quem pode ser essa mulher senão Maria, a mãe de Jesus Cristo?

Assim, pois, a sua presença no Céu – atestada igualmente pelo testemunho da Sagrada Tradição [3] – deve ser para todos os cristãos motivo de confiança. Que a Virgem Santíssima – invocada pela litania como Auxilium Christianorum – nos ajude a combater o mal neste vale de lágrimas; que aquela cuja descendência foi desde o princípio armada contra as insídias do mal (cf. Gn 3, 15) possa valer-nos nas guerras e batalhas deste mundo.

No dia 13 de Janeiro de 1864, o Bem-aventurado Padre Luís-Eduardo Cestac foi subitamente atingido por um raio da luz divina. Ele viu demônios espalhados por toda a terra, causando uma imensa confusão. Ao mesmo tempo, ele teve uma visão da Virgem Maria. Nossa Senhora lhe revelou que realmente o poder dos demônios fora desencadeado em todo o mundo e que então, mais do que nunca, era necessário rezar à Rainha dos Anjos e pedir a ela que enviasse as legiões dos santos anjos para combater e derrotar os poderes do inferno.

“Minha Mãe", disse o padre, “vós sois tão bondosa, por que então não enviais por vós mesma estes anjos, sem que ninguém vos peça?"

“Não", respondeu a Santíssima Virgem, “a oração é uma condição estabelecida pelo próprio Deus para a obter esta graça."

“Então, Mãe santíssima – disse o sacerdote – ensinai-me como quereis que se vos peça!"

Foi então que o Bem-aventurado Luís-Eduardo Cestac recebeu a oração “Augusta Rainha dos céus". “Meu primeiro dever – disse ele – era apresentar esta oração a Monsenhor La Croix, bispo de Bayonne, que se dignou a aprová-la. Cumprido este dever, fiz imprimir 500.000 cópias, e providenciei que fossem distribuídas em todos os lugares. (...) Não devemos esquecer que, da primeira vez que as imprimimos, a máquina impressora chegou a quebrar duas vezes".

Esta oração foi indulgenciada pelo Papa São Pio X no dia 8 de julho de 1908. Recomenda-se que seja aprendida de cor: 

Oração revelada ao Bem-aventurado Padre Louis-Edouard Cestac  (13 de janeiro de 1864)  Auguste Reine des cieux, souveraine maîtresse des Anges,  Vous qui, dès le commencement, avez reçu de Dieu  le pouvoir et la mission d'écraser la tête de Satan,  Nous vous le demandons humblement,  Envoyez vos légions célestes pour que,  sous vos ordres, et par votre puissance, Elles poursuivent les démons, les combattent partout,  Répriment leur audace, et les refoulent dans l'abîme.  Qui est comme Dieu?  O bonne et tendre mère,  Vous serez toujours notre Amour et notre espérance.  O Divine Mère,  Envoyez les Saints Anges pour nous défendre,  Et repoussez loin de nous le cruel ennemi.  Saints Anges et Archanges,  Défendez nous, gardez nous.  Augusta Rainha dos céus, soberana mestra dos Anjos,  Vós que, desde o princípio, recebestes de Deus  o poder e a missão de esmagar a cabeça de Satanás,  Nós vo-lo pedimos humildemente,  Enviai vossas legiões celestes para que,  sob vossas ordens, e por vosso poder,  Elas persigam os demônios, combatendo-os por toda a parte,  Reprimindo-lhes a insolência, e lançando-os no abismo.  Quem é como Deus?  Ó Mãe de bondade e ternura,  Vós sereis sempre o nosso Amor e a nossa esperança.  Ó Mãe Divina,  Enviai os Santos Anjos para nos defenderem,  E repeli para longe de nós o cruel inimigo.  Santos Anjos e Arcanjos,  Defendei-nos e guardai-nos. Amém.

Referências

  1. Papa Pio XII,Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (1º de novembro de 1950), n. 44: AAS 42 (1950), 770.
  2. Congregação para a Doutrina da Fé, Carta sobre algumas questões respeitantes à escatologia (17 de maio de 1979): AAS 71 (1979), 941.
  3. Cf., e.g., Tractatus de Assumptione Beatae Mariae Virginis (PL 40, 1141-1148), escrita por um autor piedoso, ainda que incerto. Santo Tomás atribui a obra em questão a Santo Agostinho (cf. S. Th., III, q. 27, a. 1).

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