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1344. Cristo só cresce em quem para Ele se diminui

“Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante dele. Aquele que tem a esposa é o esposo. O amigo do esposo, porém, que está presente e o ouve, regozija-se sobremodo com a voz do esposo. Nisso consiste a minha alegria, que agora se completa. Importa que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3, 28-30).

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 21, 23-27)

Naquele tempo, Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?”

Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?”

Eles refletiam entre si: “Se dissermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ Se dissermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta”. Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ao que Jesus também respondeu: “Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas”.

Encerramos hoje o que poderíamos chamar a “primeira fase” do tempo do Advento, marcada pela presença constante de S. João Batista, o Precursor de Cristo, e, por isso, voltada especialmente para o tema da penitência. A partir de amanhã, terão início as Antífonas do Ó, com o que se inicia uma “segunda etapa”, marcada agora pela presença de uma outra precursora, Maria SS., que nos ajudará de modo especial nesta preparação mais próxima, imediata, para a chegada do nosso Salvador. O Evangelho de hoje, como ponte entre estas duas fases, nos fala ainda do Batista, cuja popularidade arrebatou a muitos corações e atraiu, para a ira dos fariseus e chefes do povo, inumeráveis seguidores, que o procuravam pedindo o batismo. Tamanha era a sua aceitação entre o povo que os próprios fariseus, numa tentativa frustrada de confundir Nosso Senhor, não ousaram dizer palavra contra João, temendo a reação que poderiam causar nos judeus. E no entanto, apesar de toda a sua fama, o Batista não fez outra coisa, à medida que a sua missão ia chegando ao fim, senão diminuir de tamanho, fazer-se cada vez mais esquecido e irrelevante, para que as almas que ele, por sua pregação, trouxe a melhor caminho finalmente encontrassem Aquele que é o único caminho que leva ao Pai. O Batista, com efeito, como último e maior dos profetas, tinha plena consciência de que o seu papel, como o de todos os santos varões do Antigo Testamento, era passageiro, temporário, simples preparação para a vinda de Cristo, a quem ninguém é digno de desatar nem mesmo a correia do calçado (cf. Jo 1, 27). Com isto em mente, iniciemos esta última etapa do Advento renovando nossa fé no fato de que lá, naquela gruta em Belém, há de nascer Aquele que é o sentido, não só das Escrituras e de todas as profecias, mas da inteira história humana, da vida de cada um dos homens que vêm a este mundo (cf. Jo 1, 9). Que o Senhor nos encontre na noite de Natal mais diminuídos, mais humildes, mais esquecidos de nós mesmos, à semelhança do Batista, mais interessados na sua glória, na sua honra, no dever digníssimo que temos de o servir e adorar: “No meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado” (Jo 1, 26-27).

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