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563. É pecado jurar?

Não devemos jurar, antes de tudo, porque não devemos admitir uma só mentira que possa ferir a verdade e desfazer a credibilidade de quem segue Aquele que é, em si mesmo, a própria Verdade encarnada.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
5, 33-37)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: 'Não jurarás falso', mas 'cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor'. Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o suporte onde apóia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei.

Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso 'sim': 'sim', e o vosso 'não': 'não'. Tudo o que for além disso vem do Maligno".

O Evangelho deste sábado nos situa em um trecho do Sermão da Montanha em que Cristo nos fala do juramento. O Senhor deseja aqui que nós, discípulos seus, tenhamos um só coração, cuja unidade se expresse na veracidade de nossas palavras e opiniões. Ao ordenar-nos hoje: "Não jureis de modo algum", Ele não está afirmando que invocar a Deus como testemunha do que dizemos seja algo ruim ou pecaminoso em si mesmo; está, antes de tudo, apontando para o fato de que, se somos justos e sinceros conosco e com os demais, jurar se nos torna supérfluo, desnecessário. Pois quem tem sempre pela verdade o respeito que ela merece, preferindo derramar o próprio sangue a proferir uma só mentira, adquire aos olhos dos outros aquela credibilidade que deveria ser a nota característica de um espírito cristão. O "não jurar", mais do que um preceito negativo, é uma norma positiva de vida cuja finalidade é integrar-nos interiormente, despojar-nos das máscaras que para nós construímos e tornar-nos francos e transparentes a Deus, que tudo vê, e ao próximo, que não deve ser enganado. Peçamos hoje a Nosso Senhor, de cujos lábios jamais saíram mentiras, que nos dê um coração honesto e amante da verdade, um espírito uno e coeso, uma personalidade sem rachaduras ou cisões, a fim de O levarmos nos lábios, em nosso apostolado, e no fundo da alma, ao longo do dia.

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