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Eu vim para fazer a tua vontade!

Ao entrar no mundo, Cristo disse ao Pai: “‘Eu vim para fazer a tua vontade’. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. E é graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas”.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 3, 31-35)

Naquele tempo, chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”.

Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

O autor da Epístola aos Hebreus põe hoje diante dos nossos olhos o fato de Cristo, pelo mistério de sua Encarnação, ter realizado perfeitíssimamente tudo o que Deus quisera para a humanidade desde o início do mundo: a generosa entrega de si mesma. Com efeito, se voltarmos às páginas iniciais da Bíblia, veremos que, no Livro do Gênese, a intenção de Deus ao criar os nossos primeiros pais era que eles, dominando a criação visível, lhe oferecessem em culto de adoração tudo o que dele tinham recebido. O homem, em outras palavras, foi criado por Deus para receber dele o mundo inteiro e, por sua vez, devolver-lhe em agradecimento esse mesmo dom recebido. Sabemos já que, ludibriados pela serpente, Adão e Eva “frustraram” os planos divinos: em vez de dominarem a criação e se entregarem com ela ao único Senhor de todas as coisas, os nossos primeiros pais se arrogaram os direitos de Deus e pretenderam decidir por conta própria o que lhe era devido ou não. Essa mesma atitude se repetirá em Caim, que, ao contrário de Abel, se negou a oferecer em oblação o melhor de sua lavoura. Mas Deus, com paciência de Pai, irá sanando pouco a pouco essa resistência dos homens: primeiro, escolherá Abraão, infundindo-lhe a fé necessária para que ele, pai já na velhice, confiasse no poder divino a ponto de sacrificar-lhe o seu amado Isaac; depois, instituirá o sacerdócio de Aarão, ensinando ao povo eleito a oferecer-lhe, com o auxílio de rituais externos, um sacrifício interior de ação de graças. E, como selo definitivo de suas obras, Ele mesmo se fará homem, na pessoa de seu Filho unigênito, para que este, como homem, pudesse oferecer-se de uma vez para sempre como vítima perfeita e sem mancha, a cuja entrega todos nós poderíamos nos unir espiritual e sacramentalmente, e não mais pela figura dos sacrifícios da Antiga Lei. Porque, como diz o autor sagrado,  a “Lei possui apenas o esboço dos bens futuros e não o modelo real das coisas [...], ela é totalmente incapaz de levar à perfeição aqueles que se aproximam para oferecê-los” (Hb 10, 1). Só em Jesus Cristo se “suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo” (Hb 10, 9), em virtude do qual somos realmente santificados e podemos agora, pela graça merecida pela oferenda do corpo do Filho de Deus encarnado (cf. Hb 10, 10), entregar-nos a Deus, dizendo com Cristo, em Cristo e por Cristo: “Eu vim para fazer a tua vontade” (Sl 39, 7).

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