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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
Jo 15,9-17)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.

E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.

Não fostes vós que me es­colhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros".

Hoje, dia em que celebramos a festa de São Matias, Apóstolo, Jesus nos dá a grande alegria de sermos chamados seus amigos: "Já não vos chamo servos", diz, mas "amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai". Como sabemos pela narrativa de Atos, Matias foi eleito para fazer parte do colégio apostólico após a Ascensão do Senhor. Por determinação de São Pedro, os Onze, depois de terem orado a Deus, deitaram a sorte para ver quem era o escolhido para tomar "o lugar de Judas, que se transviou" (At 1, 25). A sorte, conta-nos São Lucas, caiu em Matias, que daquele momento em diante, incorporado enfim ao colégio apostólico, passou a tomar parte no seu mistério, substituindo o "guia daqueles que prenderam Jesus" (At 1, 16).

E é precisamente com base na ideia de eleição que podemos entender melhor a natureza da amizade. Toda verdadeira amizade, com efeito, nasce de uma espécie de escolha, de eleição. Quando nos decidimos a amar uma pessoa (não pelo que ela talvez nos ofereça, mas por ela mesma, a ponto de lhe desejarmos o maior de todos os bens — a vida eterna), então temos o princípio de uma amizade sincera. Escolhemos amar por benevolência, não por comodidade; para entregarmo-nos, não para recebermos. Assim nos ama Deus: Ele, que nada tem a receber de nós, pois nada podemos acrescentar-lhe, ama-nos não por sermos amáveis; senão porque Ele mesmo quis amar-nos e tornar-nos amáveis aos seus olhos: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi".

Assim também, num certo sentido, é a nossa amizade com Deus: porque fomos amados por Ele primeiro, somos chamados a amá-lO de volta — não para desfrutarmos dos benefícios e das comodidades que dEle podemos obter, mas simplesmente porque Ele é digno de todo o amor que o nosso coração lhe pode dar. E, por amor a Ele, esforçamo-nos por amar tudo quanto lhe diz respeito e cumprir, também por Ele e para Ele, os seus mandamentos: "Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem" (Mt 5, 44). Se somos, pois, amigos de Deus, procuremos conquistar outras almas para essa amizade. Entre inimigos e perseguidores, entre incrédulos e tíbios, há sempre alguém a quem levar Jesus. Como Deus elegeu Matias e fê-lo seu amigo, elejamos também nós os nossos amigos e os apresentemos ao verdadeiro e divino Amigo.

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