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Grande intercessora na luta pela pureza

“Serão levadas ao rei as virgens que constituem o seu cortejo. Todas as suas companheiras serão levadas à tua presença, ó Rei, cantando de alegria. Serão consagradas ao Senhor dentro do templo” (Sl 44, 15-16).

Texto do episódio
853

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 2, 23-28)

Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?" Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães". E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado".

Celebramos hoje a memória de Santa Inês, uma santa não tão conhecida hoje, por isso não há tanta devoção a ela. No entanto, na Igreja antiga, Inês era um verdadeiro farol de luz. 

Santa Inês, quando foi martirizada, era tão pequenina e frágil de corpo que, apesar de já ser pré-adolescente, não havia grilhões estreitos o suficiente para prendê-la. Nas atas de seu martírio, porém, vemos como ela era de fato um gigante. É isto o que faz a graça. Os santos são santos porque, devido à sua docilidade e ao seu intenso amor por Jesus, existe neles uma força que não lhes pertence, uma força que vem do alto. A frágil e pequena Inês, sendo débil de corpo, teve a força do amor e a coragem que bravos e valorosos soldados pagãos não teriam, submetendo-se a todo tipo de humilhação e de perigo, mas sendo, como nos diz o Salmo 18: “como um gigante percorrendo o seu caminho” (Sl 18, 6). 

Por esse motivo, Santa Inês sempre foi admirada, e o número de seus devotos na Igreja antiga era extraordinário. Precisamos retomar a devoção a essa santa, devoção que, comprovadamente, ajudou muitos na luta pela pureza e pela castidade. Inês, levada ao martírio, manteve-se intacta diante das seduções e das violências físicas que quiseram fazer contra ela para lhe tirar a pureza. Por isso, ela é a guardiã da castidade. 

Pessoas de todas as idades, principalmente os jovens que querem manter-se puros e castos, devem se entregar a Santa Inês, que recebeu a especial missão de manter a pureza de nosso coração: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8). Que Santa Inês nos ajude a guardar nossos olhos e o nosso corpo de toques impudicos e indecentes, mantendo a nossa virgindade, e se, infelizmente, já perdemos a pureza, peçamos que ela nos ajude a, por meio da penitência e dos pequenos martírios da vida, restaurarmos a inocência que somente a graça de Cristo nos pode devolver. Assim, poderemos, a exemplo de Inês, correr como gigantes pelo caminho, “Sicut gigas ad currendam viam”. Que a pequena Inês, gigante pela graça de Deus, faça de nós gigantes na fé, na caridade e na pureza.

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