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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 12, 28b-34)

Naquele tempo, um mestre da Lei aproximou-se de Jesus e perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”.

O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”. Jesus viu que tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

“Tu não estás longe do Reino de Deus”, diz Jesus ao ouvir hoje um mestre da Lei exultar de alegria diante do primeiro Mandamento. Esta frase, por sua vez, nos traz outra à memória, registrada por S. Lucas: “O Reino de Deus já está no meio de vós” (Lc 17, 21), cuja versão grega pode ser vertida ao português também como “O Reino de Deus está dentro de vós” (ἐντὸς ὑμῶν). Mas o que tudo isso quer dizer, afinal de contas? Estas duas frases apontam, em primeiro lugar, para o fato de que Deus, tendo preparado o povo eleito para a vinda de Cristo, o próprio Reino encarnado e personificado — Ele é αὐτοβασιλεία, nas palavras de Orígenes (cf. Comm. in Matth. XIV, 7) —, finalmente fez seu Reino descer à terra e habitar entre os homens. No entanto, embora seja verdade que o Antigo Testamento preparou a vinda de Cristo, também é verdade que, ao menos em certo sentido, o Antigo Testamento “falhou”. Com efeito, à margem de alguns israelitas, cujos corações permaneceram abertos ao espírito de amor da Lei, boa parte do povo se apegou à dimensão meramente cultual e prescritiva dos Mandamentos, observados mais por estrito dever do que pelo desejo de amar e servir a Deus. O legalismo farisaico, a multiplicação de preceitos rituais e tradições humanas, as disputas estéreis entre escolas teológicas, tudo isso acabou tomando o primeiro plano e obscurecendo o primeiro de todos os Mandamentos, sem o qual tudo o mais se torna como que letra morta. Em meio a essa cegueira generalizada, porém, algumas almas continuaram despertas para o que verdadeiramente importa, como o justo Simeão, a profetisa Ana, Nicodemos, José de Arimatéia e  o mestre da Lei de que nos fala hoje o Evangelho. Só lhes faltava dar o último passo, o passo da fé em Jesus, Filho de Deus encarnado, cujo Coração SS. espera ardentemente poder habitar dentro daqueles que, de boa vontade, não estão longe dele. Rezemos, pois, pela conversão dos que, seguindo retamente o ditame da própria consciência, encontram-se bem dispostos para receber o dom da fé católica e incorporar-se à Santa Igreja de Cristo, fora da qual não há salvação.

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