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Da obediência mínima ao amor perfeito

“Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem.”

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 4, 21-25)

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”. 

O Evangelho de hoje nos traz vários provérbios de Jesus para meditar, mas iremos focar em um versículo em especial: “Prestai atenção no que ouvis: Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais” (Mc 4, 24). 

Nessa frase, Jesus está nos alertando sobre o modo como nós ouvimos a Palavra de Deus. Quando vamos à igreja e escutamos a pregação do Evangelho, sabemos que precisamos obedecer àquilo que Deus nos ensinou. Todo bom cristão está de acordo com isso; portanto, ao escutarem a Palavra de Deus, o primeiro ato dos fiéis é o de abaixar a cabeça diante do Senhor e dizer: “Amém”. 

Quando fazemos isso, há um sacrifício da nossa inteligência, porque aquilo que temos de mais elevado é o intelecto, e, com esse ato, reconhecemos que Deus é infinitamente mais sábio que nós. Então, por mais que a nossa inteligência não entenda tudo o que Ele está pedindo, nós virtuosamente dizemos: “Amém”. 

Devemos tomar cuidado para não sermos pessoas de dura cerviz, ou seja, aquelas que não dobram a cabeça diante de Cristo, e sim aquelas que realizam com amor o sacrifício da própria inteligência e humildemente aceitam que não são nada perto do Senhor. Assim, vivendo a realidade do “ouvir” com obediência, nasce em nós o amor servil, que é bom, necessário e responsável pela salvação da maior parte da humanidade. Às vezes, ele também é a única coisa que a maioria das pessoas consegue oferecer a Deus durante toda a sua vida: “Deus é o meu Senhor. Eu sou o servo e obedeço ao que Ele está me dizendo”. 

Contudo, Jesus quer mais de nós. Ao dizer: “Prestai atenção na maneira como você está ouvindo. Com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos”, Ele nos faz perguntar: “E se nós, em vez de fazer apenas o que Deus nos manda, formos mais generosos, dando aquilo que não tínhamos obrigação de dar?”

Façamos um exame de consciência. Como estamos escutando ao Senhor? Com um amor de servo ou com um amor de filho? Um empregado, por exemplo, tem carteira assinada, trabalha oito horas por dia, tem folga e férias remuneradas, mas executa apenas o seu trabalho. Já o filho dedicado, sabendo que é herdeiro, trabalha generosamente, mesmo quando é de noite, mesmo quando não é necessário. 

Por isso, prestemos atenção na forma como ouvimos a Deus, no que recebemos dele e em como reagimos a isso. Se nossa medida for estreita e minimalista, receberemos o mínimo necessário. Entretanto, se formos generosos, iremos crescer tanto no amor, que um dia chegaremos ao amor perfeito, muito maior do que o do filho: o amor da esposa que quer se unir ao esposo.

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