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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 12, 46-50)

Naquele tempo, enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Celebramos hoje com grande alegria a Memória da Apresentação de Nossa Senhora ao Templo, ou seja, a consagração total da SS. Virgem Maria ao serviço de Deus, nosso Senhor. Esta festa, segundo os dados históricos mais confiáveis, seria celebrada em Jerusalém desde pelo menos o século VI; sua data, 21 de novembro, parece coincidir com a época em que o imperador Justiniano mandou construir sobre as ruínas do Templo de Jerusalém, por volta do ano 543, uma igreja dedicada a Nossa Senhora e profundamente ligada à memória de sua Apresentação. O mistério celebrado hoje, por sua vez, encontra-se atestado no Protoevangelho de S. Tiago, um escrito apócrifo do século II. De acordo com esse relato, os pais de Maria SS., Joaquim e Ana, seriam estéreis; como porém Deus os agraciasse com uma filha, eles prontamente tomaram a decisão de consagrá-la, com ainda três anos de idade, ao Senhor. Para surpresa dos pais, que receavam que uma menina tão pequena se recusasse a viver longe de casa, a Virgem Maria subiu os degraus do Templo sem olhar para trás, dançando de alegria por saber-se entregue sem reservas ao Todo-poderoso.

Tenha essa história fundamento histórico ou não, o fato é que a verdade teológica que lhe subjaz é inteiramente certa: a completa consagração de Nossa Senhora a Deus por um voto perpétuo de virgindade. Prova disso são aquelas palavras que Ela, embora já desposada por S. José, dirige ao Anjo: “Como se fará isso, se não conheço homem?” (Lc 1, 34), que só podem ser entendidas se supomos o propósito de não conhecer nunca homem nenhum. Maria, por ser cheia de graça e imaculada, desde o ventre materno ardia de tão grande amor a Deus que lhe seria impensável não dar-se toda a Ele sem nada guardar para si. Seu voto de virgindade, portanto, não foi mais do que uma consequência espontânea de sua puríssima e inigualável caridade, que a impelia a olhar, não para trás, para as coisas deste mundo, como a mulher de Ló, mas sempre para o alto, onde está o nosso Amado. Peçamos hoje a esta imaculada Virgem, sobre todas bendita, que conceda aos que lhe seguem o exemplo, consagrando-se de corpo e alma a Cristo, Esposo das almas, a graça de uma caridade mais perfeita e de uma vida de oração mais assídua e profunda.

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