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454. Memória de Santa Escolástica, Virgem

Assista à homilia desta sexta-feira, dia 10 de fevereiro, e descubra como Santa Escolástica, cuja memória hoje celebramos, pode iluminar nossa vida de oração e diálogo com o Senhor!

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc
7, 31-37)

Naquele tempo, Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: "Efatá!", que quer dizer: "Abre-te!" Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.

Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. Muito impressionados, diziam: "Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar".

Hoje, memória de Santa Escolástica, virgem contemplativa e irmã de São Bento, lemos o Evangelho em que Jesus abre os ouvidos a um surdo que falava com dificuldade. Também este milagre, como temos insistido nos últimos dias, reveste-se daquela atemporalidade de que só Deus é capaz e se dirige, por isso mesmo, a cada um de nós como uma palavra única e irrepetível. Cristo, que tem presente a cada um dos homens aos seus divinos e eternos olhos, realizou este outro prodígio a fim de nos revelar o que Ele deseja operar em nós: tirar-nos da multidão, das solicitações e urgências de mundo, e falar-nos ao coração no silêncio, na intimidade da oração; quer, pois, que estejamos a sós com Ele, abertos — Efatá! — à sua palavra, ao toque suave de sua graça.

Disto se depreende a conveniência de comemorarmos a Santa Escolástica com a leitura deste episódio evangélico: deixando os barulhos da cidade, esta santa monja decidiu recolher-se no silêncio duma vida inteiramente dedicada a ouvir o Esposo que deseja romper nossa surdez e fazer-nos ouvir a sua Palavra. Que esta memória e este Evangelho nos inspirem, pois, a levar uma vida de maior intimidade com Deus; peçamos a Ele que, por mediação de Maria Santíssima, nos conceda a graça de nos afastarmos de tempos em tempos, num projeto concreto de oração, dos ruídos do mundo para entrarmos, com humildade, na câmara nupcial do nosso coração, onde Cristo nos espera como Rei e Esposo ansioso por ver seu amor correspondido.

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