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1149. Memória de Santo Atanásio

Sem medo de desagradar os poderes do mundo, S. Atanásio defendeu abertamente, com risco para sua própria vida, uma verdade fundamental que muitos de sua época estavam dispostos a “negociar”: Jesus Cristo é verdadeiramente Deus, e é apenas nele, e em ninguém mais, que se encontra a nossa salvação.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 3, 31-36)

“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.

O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

Temos hoje a alegria de celebrar a memória de S. Atanásio, bispo de Alexandria e Doutor da Igreja, conhecido também como pai da ortodoxia por sua corajosa defesa do dogma da divindade de Jesus Cristo. S. Atanásio foi um estrênuo defensor da fé contra a heresia ariana, que tanto mal fez às almas no séc. IV e pôs em grandes apuros a integridade do dogma cristão. Com efeito, por negarem a divindade do Verbo, rebaixado à condição de simples criatura, os arianos não reconheciam a Cristo como Filho consubstancial ao Pai e igual a Ele em tudo, mas apenas como um homem superior aos outros por graça e missão, contrariando assim o que Ele mesmo declara a seu respeito no Evangelho de hoje: “Aquele que vem do alto está acima de todos […]. Aquele que vem do céu está acima de todos”. S. Atanásio teve ainda de enfrentar os poderes seculares do seu tempo, que viam no arianismo uma força útil à sujeição da Igreja aos interesses políticos do Império. Numa época delicada, em que tantos bispos apostataram e o próprio Romano Pontífice parecia vacilar, S. Atanásio soube manter-se firme na confissão da verdadeira fé recebida dos Apóstolos, negando-se com santa intransigência a ceder à pressão dos poderes deste mundo, que pertencem à terra e só falam coisas da terra, incapazes por sua própria vontade de aceitar sem acréscimos nem subtrações o testemunho do Filho de Deus. Confiando-nos hoje ao patrocínio do bem-aventurado Atanásio, confessor incansável da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, não tenhamos medo de opor-nos ao irenismo covarde e oportunista destes tempos iníquos, dispostos a riscar do Credo todos os artigos de fé menos concordes com as ideologias dominantes, com o falso ecumenismo e com o “tolerantismo” de um mundo que, por não crer em nada, acaba crendo em tudo, sobretudo nas próprias mentiras. — S. Atanásio, rogai por nós!

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