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370. Memória de São Carlos Borromeu

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 16, 1-8)

Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: "Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: 'Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens'. O administrador então começou a refletir: 'O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração'.

Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: 'Quanto deves ao meu patrão?' Ele respondeu: 'Cem barris de óleo!" O administrador disse: 'Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!' Depois ele perguntou a outro: 'E tu, quanto deves?' Ele respondeu: 'Cem medidas de trigo'.

O administrador disse: 'Pega tua conta e escreve oitenta'. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz".

No dia 2 de outubro de 1538, de pais nobres, porém virtuosos e piedosos, nasceu São Carlos Borromeu, do qual fazemos hoje memória com grande alegria e gratidão a Deus. Durante toda a sua infância e juventude, apesar do ambiente de nobreza no qual vivia, soube levar com inocência e piedade uma vida cristã autêntica, e mesmo quando precisou concluir seus estudos num ambiente pagão como o de uma Universidade, permaneceu incólume graças à ajuda da Bem-aventurada Virgem Maria e dos sacramentos da Confissão e da Eucaristia. Contudo, era só o início de uma vida toda entregue a Deus. Após doutorar-se no Direito civil e eclesiástico, quando o jovem Carlos possuía tão somente 22 anos de idade, foi feito Cardeal pelo seu tio, João Ângelo, que acabara de ser eleito Papa; sem se deixar levar pela vaidade, mas, ao contrário, crescendo cada vez na humildade, na piedade, e no despojamento de si, trabalhou de modo admirável até abdicar de sua herança para entregar-se inteiramente a Deus e ser ordenado sacerdote, depois Cardeal Arcebispo de Milão. Antes, porém, de tomar posse da sua arquidiocese, lidou incansavelmente para pôr em prática as resoluções do Concílio de Trento. Depois disso, então, assumiu o rebanho que lhe foi confiado e, como homem de profunda oração e penitência, sabendo que estes são os maiores recursos de um pastor de almas, realizou uma reforma extraordinária em sua arquidiocese, que estava corrompida desde o clero. Na ocasião da peste de 1576, São Carlos Borromeu não abandonou suas ovelhas, mas com zelo ardoroso pela salvação das almas assistiu seu povo em todas as suas necessidades. Sua vida foi de caridade para com Deus e para com o próximo, até entregar sua santa alma a Deus aos 46 anos, em 4 de novembro de 1584. São Carlos Borromeu, rogai por nós!

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