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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 14, 1-12)

Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão, por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe.

Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos, e agradou tanto a Herodes que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse.

Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. E mandou cortar a cabeça de João, no cárcere. Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça e esta a levou a sua mãe. Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus.

Deus providentíssimo, que com um só olhar abarca todos os tempos e lugares, suscitou lá vão dois séculos um santo que, exemplo de todas as virtudes e incansável  imitador de Cristo, mostraria com o testemunho singelo de sua vida de padre como os nossos sacerdotes podem superar as dificuldades e tentações que se levantam hoje contra o ministério paroquial. Referimo-nos a S. João Maria Vianney, cuja memória a Igreja celebra neste dia, nomeado Padroeiro dos párocos em abril de 1929 pelo Papa Pio XI. Sentado por horas a fio no confessionário, celebrando Missa devotamente e rezando sem descanso — mais de dez horas por dia! — pela salvação do seu rebanho, o santo Cura d’Ars provou que por trás de todo “ativismo” apostólico que renuncia à vida interior se esconde o que poderíamos chamar pelagianismo prático, isto é, a tendência a pensar que mais valem os nossos esforços do que a operação da graça divina, os empreendimentos humanos do que a oração humilde e constante. Isso não significa que o Cura d’Ars não se tenha dedicado à catequese, a obras mais visíveis de caridade e ao cuidado concreto do povo, mas que a razão de sua extraordinária eficácia como pároco residia, antes de tudo, em manter-se fiel à graça do sacramento da Ordem, pelo qual foi configurado a Cristo, sacerdote e vítima, para completar na própria carne o que faltava às tribulações do Senhor (cf. Cl 1, 24). Porque, como ele mesmo escreve, um padre não pode pensar já ter feito tudo pelas almas que lhe foram confiadas se ainda não dormiu no chão, se flagelou, fez jejum e penitências, se ajoelhou para, ao longo de uma noite inteira, suplicar a Deus pela conversão dos seus paroquianos. Que o exemplo de S. João Maria Vianney, oferecido ao Pai em holocausto de amor em prol de suas ovelhas, motive os nossos sacerdotes a, mantendo-se fiéis ao confessionário e ao altar, não se pouparem em nada pela salvação do povo cristão, sem ceder nem ao comodismo nem ao pelagianismo prático.

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