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642. Memória de São José de Cupertino

Frei José viveu tão santamente sua vocação que, segundo inúmeros testemunhos da época, ele com facilidade entrava em êxtase e, não raro, levitava pelos ares ao rezar no coro da igreja com os demais frades.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
7, 1-10)

Naquele tempo, quando acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. Havia lá um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito, e que estava doente, à beira da morte. O oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus, para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado. Chegando onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: "O oficial merece que lhe faças este favor, porque ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga".

Então Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: "Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Nem mesmo me achei digno de ir pessoalmente a teu encontro. Mas ordena com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. Eu também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem às minhas ordens. Se ordeno a um: 'Vai!', ele vai; e a outro: 'Vem!', ele vem; e ao meu empregado 'Faze isto!', e ele o faz'".

Ouvindo isso, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e disse: "Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé". Os mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado em perfeita saúde.

A Igreja celebra hoje a memória de um santo talvez pouco conhecido entre nós. Trata-se de São José de Cupertino, nascido em 1603 numa comuna italiana de mesmo nome e ordenado sacerdote em 1628. São José de Cupertino possui o curioso título de padroeiro dos estudantes que estão prestes a fazer prova. E a razão disto é que esse grande místico, uma das honras da Ordem Franciscana, apesar de sua aguçadíssima inteligência — enriquecida sobrenaturalmente com o conhecimento infuso de profundas verdades de fé —, tinha tamanho pavor dos exames preparatórios para o sacerdócio que não era capaz de responder a uma só questão. Só este fato já nos permite recordar que nem mesmo os maiores santos, purificados do pecado e ordenados em suas paixões, estão livres destas pequenas misérias que todos, descendentes de Adão, temos de carregar: temores, receios, fadigas, limitações — intelectuais e emocionais —, imperfeições etc.

Uma vez admitido providencialmente às sagradas ordens, Frei José viveu tão santamente sua vocação que, segundo inúmeros testemunhos da época, ele com facilidade entrava em êxtase e, não raro, levitava pelos ares ao rezar no coro da igreja com os demais frades. Estes constantes fenômenos místicos já indicavam, por si sós, não apenas a claríssima ação de Deus na vida de São José, mas também a caridade ardentíssima que o atraía ao Senhor: a contemplação das verdades divinas, com efeito, lhe exercia sobre a alma uma tal influência que o corpo, também enlevado, não podia permanecer alheio às alturas de amor e santidade a que Deus o estava chamando. Apoiados, pois, em sua intercessão, peçamos a São José de Cupertino que nos alcance a graça de nos deixarmos atrair pelas verdades da fé, que são luz para a inteligência e mel do mais doce sabor para a vontade.

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