Memória de São Luís Gonzaga, Padroeiro da juventude
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 7, 1-5)

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: “Não julgueis e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes.

Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

Com alegria celebramos hoje a memória de São Luís Gonzaga, Padroeiro da juventude. Sim, um religioso jesuíta que viveu no século XVI é modelo para os jovens porque guardou heroicamente a pureza. São Luís nasceu na Itália, perto da cidade de Mântua. Era nobre e deveria ser o herdeiro da família, mas desde cedo quis dedicar-se a Deus e consagrar-se a Ele na vida religiosa. O pai se opôs e, para dissuadir o filho de seguir o caminho da vida religiosa, levou-o para o campo de batalha e para as cortes da Europa. E o pobre Luís teve de viver uma vida de santidade, dedicada e entregue a Deus, no meio do mundo. É importante recordar esse aspecto da vida dele. Quando vemos imagens de São Luís, um religioso de batina preta e sobrepeliz, o que tendemos a pensar daquele rapaz com um lírio e um crucifixo nas mãos? Que ele passou a vida inteira na sacristia. Não é verdade. O pai o levou para uma vida, poderíamos dizer, mundana; mas ele soube guardar o recolhimento interior. Sempre foi um rapaz de grande oração, de grande determinação na oração e na penitência. Foi assim que, finalmente, aos 17 anos, ele triunfou e conseguiu a graça de entrar na vida religiosa. É interessante recordar também que, apesar de todo o sofrimento, Luís nunca desobedeceu ao pai, e quando este lhe concedeu entrar na vida religiosa, Luís foi aceito entre os jesuítas. Mas, mesmo em Roma, entre seus novos irmãos, a vida dele não foi menos difícil. Luís era tão virtuoso, tão penitente, tão cheio de oração, que os próprios jesuítas achavam seus modos exagerados, como se ele estivesse prestando um desserviço… Afinal, como imitar tanto heroísmo? Luís estava nas Moradas superiores, era já um grande santo àquela altura. Os seus apenas cincos anos entre os jesuítas — pois ele morreu muito jovem —, ele passou com alguma dificuldade, sobretudo de aceitação por parte dos colegas. Suas virtudes, por isso, só foram reconhecidas depois da morte. São Roberto Belarmino, que foi diretor espiritual dele, admitiu o que todos notavam: São Luís Gonzaga nunca cometeu um pecado venial sequer durante a vida! A morte dele, aliás, se deveu à sua caridade ardente. Sem necessidade alguma de o fazer, ele se ofereceu livremente para cuidar dos doentes da cidade de Roma atingidos pela peste. Visitava-os nos hospitais, ia pelas ruas pedindo esmolas, cheio de amor por homens que dali a pouco entregariam a alma de volta a Deus. Também ele, por sua caridade aos doentes, acabou se contaminando, vindo a morrer por volta da meia-noite do dia 21 de junho, quase dia 22. Foi na Oitava de Corpus Christi, e hoje, com a graça de Deus, ele é venerado por nós entre os santos do céu.

Vale a pena recordar ainda a devoção de São Luís Gonzaga aos santos anjos, especialmente aos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael. Ele chegou a anotar seus propósitos com relação à devoção aos anjos. Diz ele a si mesmo em seu pequeno diário: “Tu deves imaginar que te encontras entre os nove coros dos anjos, que estão fazendo oração a Deus enquanto cantam o hino Sanctus Deus, Sanctus fortis, Sanctus immortalis, miserere nobis, ‘Deus santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós’”. E continua: “Deves repetir essa oração em honra de cada um dos nove coros”. Ele a repetia nove vezes, sempre com muita devoção às hierarquias celestes. Era grande também sua devoção ao próprio anjo da guarda. Um de seus propósitos consistia em saudá-lo todos os dias com a oração “Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador”, Angele Dei, qui custos es mei, tanto de manhã como de noite. E durante o dia, sempre que fosse à igreja, ele se esforçava para se lembrar da companhia de seu anjo. Ele se dava um conselho que também nós poderíamos seguir: “Faz de conta que és um cego guiado por alguém que vê todos os perigos da estrada e que coloca toda a sua confiança na providência desse amigo, como se fosse a bengala e o bastão que te guia”. Eis a profunda devoção e a confiança de São Luís Gonzaga ao santo anjo da guarda! Façamos nós de conta que somos cegos. É um bom conselho. De fato somos cegos e a todo momento devemos confiar na guia do nosso anjo da guarda. — Que os santos anjos nos ajudem, e nós, seguindo o exemplo do grande Padroeiro da juventude, possamos um dia alcançar o céu imitando-lhe a pureza, a oração e a penitência.

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