Memória de São Pio V
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 14, 1-6)

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.

Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

Hoje, celebramos a memória do Papa S. Pio V, mais conhecido por ter publicado o Missal chamado Tridentino. Mas ele fez muito mais do que isso. S. Pio V foi um grande Papa e um grande pastor e o foi porque, coincidentemente, começou a vida como pastor de ovelhas. Vinha de família pobre, e seu primeiro trabalho foi o de pastorear rebanhos. Logo cedo, porém, surgiu a vocação ao sacerdócio. Ele entrou para a Ordem dominicana, a mesma de S. Tomás de Aquino, fundada por S. Domingos de Gusmão. Ordem que propagou pelo mundo inteiro a devoção ao Rosário de Nossa Senhora. Foi assim que S. Pio V, que nessa época se chamava simplesmente Antônio, tornou-se frade pregador, conhecido por sua doutrina, por sua retidão, por seu conhecimento teológico. Foi convidado pelo Papa a assumir cargos importantes, sendo sagrado bispo e nomeado inquisidor. Quando se fala de inquisidor, no que se costuma pensar? Num sujeito “sanguinário”, que passa o dia condenado pessoas à morte… Mas não é nada disso. Trata-se de uma mentira criada para denegrir a Igreja. Como inquisidor, Pio V foi enviado para evangelizar nos lugares em que os protestantes estavam devastando a fé católica. Pela pregação, e graças à devoção à Nossa Senhora e ao santo Terço, ele alcançou a conversão de muitas pessoas de volta para o catolicismo, até que, finalmente, foi eleito Papa. Tudo isso num tempo terrível, no qual a Igreja estava dividida por conta da revolta protestante, que se alastrava pela Europa (já levara metade da Alemanha, estava tentando entrar na França, e na Inglaterra reinava a tremenda Elisabete I), enquanto a Europa se via ameaçada pela iminente invasão dos turcos. À falta de unidade religiosa se somava, pois, a falta de unidade política, de maneira que os governantes não conseguiam juntar forças para combater a ameaça turca. Mas Pio V, por meio do imperador do Sacro Império Romano-Germânico, o então rei da Espanha, foi capaz de formar uma aliança com a República de Veneza e a Santa Sé, partindo as tropas para tentar deter os muçulmanos. É a famosa Batalha de Lepanto, na qual a armada católica ocidental conseguiu conter a fúria do Império Otomano. Embora tenha feito grandes tratativas diplomáticas, formado um exército etc., o Papa confiava, na verdade, no poder do santo Rosário e de Nossa Senhora. Quando enfim partiu a armada pontifícia para combater em Lepanto, por ordem do Papa deveria haver em cada navio um sacerdote para confessar os soldados, a fim de que eles estivessem em estado de graça e rezassem o santo Rosário. Ele encarregou um núncio apostólico de estar no porto na hora de a armada partir da Sicília rumo à Grécia, a fim de abençoar cada navio com a imagem da Virgem SS. Com o estandarte de Nossa Senhora à frente, lá foram os soldados a enfrentar a armada turca, muito mais poderosa numericamente. E conseguiram a vitória! Foi por causa dessa vitória, alcançada pela intercessão da Virgem Maria e do Rosário, que surgiu a invocação de Nossa Senhora Auxilium Christianorum, Auxílio dos cristãos, ou também Nossa Senhora Auxiliadora. Na data do triunfo de Lepanto, o Papa S. Pio V mandou instituir a festa de Nossa Senhora da Vitoria. Era um 7 de outubro, dia em que até hoje celebramos Nossa Senhora por causa da grande vitória da cristandade sob o auxílio de Maria. Pio V mandou, inclusive, que se construísse uma igreja em Roma, onde está também a famosa imagem do “Êxtase de Santa Teresa”, de Bernini. — Em tempos de provação, quando a Igreja é perseguida fisicamente, seja por uma armada como a dos turcos, seja pelas perseguições modernas, em que tantos cristãos são mortos em vários lugares do mundo, aprisionados, levados para campos de concentração etc., mas também espiritualmente, pelas heresias que querem levar a Igreja para o mau caminho, olhar para Nossa Senhora do Rosário não é olhar para uma devoção de “velhinhas” beatas, analfabetas e ignorantes. O Terço é uma verdadeira arma espiritual. Não é à toa que Nossa Senhora, nos últimos séculos, em suas várias aparições, tem insistido tanto nele. S. Pio V, Papa do Rosário, Papa da vitória de Nossa Senhora, quer-nos lembrar do nosso compromisso de rezar o Terço e rezá-lo todos os dias. É a arma que a nossa Mãe SS. pôs em nossas mãos para combater os males espirituais e físicos que se abatem contra nós. É a saudação angélica, a mesma que o anjo Gabriel fez a Nossa Senhora, a arma que mais faz tremer o inferno, o qual sabe muito bem que foi pela obediência da Virgem Maria, do seu “sim” ao anjo, que foi destruído o império de Satanás. O império do diabo neste mundo ergueu-se quando Eva disse “não” a Deus, e a vitória de Cristo sobre ele aconteceu quando Maria disse “sim” a Deus. Tudo aconteceu pelo ministério de anjos: Satanás conseguiu de Eva o seu “não” desobediente, Gabriel conseguiu de Maria o “faça-se em mim segundo a tua palavra”. O Verbo se fez carne e a salvação entrou no mundo! Recordar o mistério da nossa salvação é lançar no rosto de Satanás a sua derrota: ele não conseguiu pôr as garras sujas em nossa Mãe SS., Virgem intacta, nunca escrava do demônio, serva puríssima do Senhor. Os infernos tremem diante da invocação do nome de Maria! Por isso, não deixemos nunca de rezar o Terço, de rezá-lo todos os dias, de rezá-lo devotamente. É a nossa Mãe bendita que no-lo pede, e somos nós, aflitos pelos ataques dos demônios, que disto tanto necessitamos. Que S. Pio V interceda por nós e nos ensine a ter confiança e devoção à Virgem Maria.

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