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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 9, 57-62)

Naquele tempo, enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”.

Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”.

Em outubro de 2017 o Papa Francisco elevou à honra dos altares trinta mártires brasileiros, mortos em 1645 perto de Cunhaú e Uruaçu, no Rio Grande do Norte, por holandeses calvinistas que ocupavam à época parte do Nordeste do nosso país. Terrivelmente massacrados por se recusarem a negar a fé católica, estima-se que os mortos pelos invasores sejam por volta de setenta; destes, ao menos dois eram sacerdotes: André de Soveral, nascido em São Vicente, e Ambrósio Francisco Ferro, português de origem. Os relatos da época nos narram as horríveis e espantosas torturas a que foram submetidos estes heróis da fé, cuja fortaleza e perseverança não se podem explicar senão pela certeza, obra sobrenatural da graça, de que só a Igreja Católica Apostólica Romana é a única e verdadeira Igreja de Jesus Cristo, porque só nela se preserva ininterrupta a sucessão apostólica e só nela estão presentes os meios, instituídos pelo mesmo Cristo, para a nossa santificação: os sacramentos. Ora, toda essa riqueza foi deitada a perder pelos protestantes, que no seu afã mais revolucionário do que “reformador” acabaram jogando fora o sacerdócio católico e, com ele, todo o sistema sacramental que o próprio Filho de Deus, divino carpinteiro das almas, tão sabiamente elaborou. Como náufragos em pleno alto mar, Lutero, Calvino e seus sequazes preferiram desprezar o bote salva-vidas, fiando-se apenas do próprio critério a, com humilde e doce obediência à vontade do Senhor, permanecer na única Barca de Pedro, onde os cristãos têm ao alcance da mão todos os recursos necessários para atravessar o mar revolto deste século e chegar, incólumes, ao porto da eterna salvação. Que os santos André de Soveral, Ambrósio Ferro e seus companheiros mártires nos alcancem de Deus a graça de sermos católicos firmes e convictos, empenhados em viver de forma coerente a doutrina do Evangelho e em rezar confiadamente pela conversão dos hereges.

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