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1240. O amor não transige com o egoísmo

A razão por que tantos casamentos afundam e muito consagrados descumprem suas promessas a Cristo e à Igreja é a falta de amor, que é hoje “embelezada” pelo mundo como uma concessão muito humana e tolerante à “debilidade da nossa natureza”.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 19, 3-12)

Naquele tempo, alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”.

Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”.

Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender entenda”.

No Evangelho de hoje, o Senhor nos fala de duas jóias preciosas, o matrimônio e o celibato, que, apesar do grande valor que têm em si mesmas, não são bem apreciadas nem pelo mundo nem, às vezes, pelos homens de Igreja. Prova disso é o mesmo Evangelho lido hoje: de um lado, tratam os fariseus de mostrar, baseados na autoridade da Lei, a licitude do divórcio: “Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher”; de outro, espantam-se os próprios discípulos com a doutrina de Cristo, dizendo que, se o homem tem de ser fiel à esposa até a morte, então “não vale a pena casar-se”. Passaram-se já dois milênios desde que teve lugar esse episódio, mas pouco mudou: nem os de fora, simbolizados pelos fariseus, nem os de dentro, figurados nos discípulos, parecem entender a altíssima vocação do casamento, com suas exigências irrenunciáveis, nem apreciar o valor de se fazer eunuco “por causa do Reino dos Céus”. Mas Cristo, que sabe da nossa fraqueza sem lhe fazer concessões, tem a missão de pregar a verdade em sua inteireza, e por isso condena, sem restrições, o adultério e louva, como expressão de grande amor, a virgindade por causa do Reino. Pois é justamente nisso, no amor, em que se fundam essas duas vocações e é daqui que lhe vêm suas grandes, mas lindas exigências: ao matrimônio, a fidelidade total ao cônjuge, que há de ser amado por amor a Cristo; ao celibato, a renúncia aos prazeres da carne também por amor a Ele. E seja embora a nossa natureza muito débil e inclinada ao mal, têm os esposos e celibatários graça suficiente para viverem os compromissos assumidos, sem egoísmos tacanhos, sem transigências moles, sem desculpas frouxas, pois a ninguém nega Deus as graças necessárias ao cumprimento dos deveres do próprio estado, e todos nós, sejamos casados ou consagrados, temos a vocação de viver, onde nos colocou a divina Providência, o Evangelho do amor e do sacrifício. — Que o Senhor nos ajude a amá-lo de todo coração, a fim de sermos admitidos um dia naquele Reino eterno, por causa do qual muitos se fazem eunucos e no qual os que nesta vida foram casados serão como os anjos do céu.

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