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591. O jugo de Cristo é a caridade

Temos nesta vida apenas duas opções: ou deixamos que o jugo do pecado nos oprima e afunde no Inferno, ou erguemo-nos com Cristo e permitimos que Ele nos ajude a suportar a cruz da caridade, do sacrifício, da obediência, da total entrega de si.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
11, 28-30)

Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: "Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso.

Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

A passagem do Evangelho de hoje, conhecida como o grito do Redentor, mostra-nos Jesus de braços abertos a clamar a uma multidão de homens que atravessa os séculos: "Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso". Santo Agostinho assinala que o fardo a que se refere Cristo não é senão o peso do pecado, o juga da escravidão da iniquidade, a opressão molesta da concupiscência. Pecamos na vã esperança de encontrar no mundo uma felicidade que ele não nos pode oferecer, pois "o salário do pecado", escreve o Apóstolo, "é a morte" (Rm 6, 23). Quem peca há de experimentar, cedo ou tarde, a tristeza, o desencanto, a frustração, o tédio mortal que pesa sobre uma consciência que se deixou desviar de seu fim e propósito. Ora, o alívio que nos propõe Aquele que conhece o coração dos homens consiste, não em privar-nos do fardo, mas em substituí-lo por outro — o fardo da cruz, carregada de bom grado e com amor: "Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".

Não há outra opção: ou deixamos que o jugo do pecado nos oprima e afunde no Inferno, ou erguemo-nos com Cristo e permitimos que Ele nos ajude a suportar a cruz da caridade, do sacrifício, da obediência, da total entrega de si. Aceitemos sobre nossos ombros a cruz de Nosso Senhor; como Ele, doemo-nos aos irmãos, deixemo-nos devorar por eles, não nos vendamos à promessa diabólica de uma vida sem dor e sacrifício, de uma vida que não vale a pena ser vivida, já que o seu termo é a morte eterna. Peçamos, pois, a Nosso Senhor que nos dê um coração manso e humilde como o dEle, a fim de aprendermos com Ele o caminho que leva ao Pai e à salvação.

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