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310. O segundo grau da vigilância

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
25, 1-13)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: "O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes.

As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. No meio da noite, ouviu-se um grito: 'O noivo está chegando. Ide a seu encontro!' Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. As imprevidentes disseram às previdentes: 'Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando'.

As previdentes responderam: 'De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores'. Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: 'Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!' Ele, porém, respondeu: 'Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!' Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora".

Dando continuidade a seu discurso sobre a vigilância, Nosso Senhor aborda no Evangelho de hoje o segundo grau dessa importante virtude. O primeiro, como vimos ontem, consiste em abandonarmos definitivamente a vida de pecado e, portanto, de inimizade com Deus; trata-se, para utilizar a já consagrada expressão de Santa Teresa d'Ávila, de entrarmos no nosso castelo interior, deixando para trás tudo quanto nos faz ofender a divina majestade. Após nos termos decidido a deixar o pecado, podemos dar um passo a mais e entrar, afinal, na primeira morada. Neste momento, encontramo-nos como que na mesma situação em que se acham as virgens imprudentes de que nos fala a Liturgia desta 6.ª-feira; elas sabem-se convidadas para as bodas, têm em mãos as lâmpadas de que precisam para acompanhar o noivo, mas "esquecem-se" de providenciar o óleo. É a situação de grande parte dos fiéis; reconhecem-se chamados a realizar uma sublime vocação — a santidade —, têm à sua disposição os meios que para isso lhes são necessários — os sacramentos —, mas fazem pouco caso do óleo, do combustível com que Deus quer alimentar nossa vida espiritual — a oração.

Para entrarmos, enfim, na segunda morada, é imprescindível começarmos a ter vida de oração, e de oração íntima, marcada por um trato amoroso e amigável com Deus. Este tipo de oração de forma nenhuma se confunde com as nossas devoções habituais: embora de grande valor, elas são incapazes de dar fruto se não estiverem enraizadas num relacionamento de verdadeira e perseverante amizade com o Senhor. Façamos hoje, diante de Jesus sacramentado, o propósito de rezar todos os dias, ainda que isto a princípio nos pareça estéril e árduo. Temos, sim, de orar, e orar a Deus como quem fala a um Pai, a um Amigo, ao grande Amado — o Noivo, como se expressa o Evangelho — de nossa alma. Que a Virgem Santíssima nos guie neste caminho e nos ensine, com seu doce e maternal cuidado, a rezar como o seu Filho deseja que rezemos.

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