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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 17, 10-13)

Ao descerem do monte, os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?” Jesus respondeu: “Elias vem e colocará tudo em ordem. Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles”. Então os discípulos compreenderam que Jesus lhes falava de João Batista.

1. Explicação do texto: a vinda de Elias (cf. Mt 17, 10-13; Mc 9, 10-12). — V. 10. “Os discípulos perguntaram a Jesus: ‘Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?’” Esta questão é independente daquela consignada pelos evangelistas S. Mateus, no v. precedente, e S. Marcos (cf. Mc 9, 9). A pergunta dos Apóstolos: “Por que os mestres da Lei…” pode referir-se de dois modos ao episódio da Transfiguração: a) ou os Apóstolos não entendem por que Elias não aparecera antes, uma vez que o Senhor já se revelou em sua glória (assim interpretam Orígenes, S. Jerônimo etc.), como se dissessem: “Se já vieste em tua glória, por que o teu precursor não apareceu?”; b) ou o sentido da pergunta é: “Por que Elias desapareceu tão cedo, já que dele está escrito que preparará todas as coisas para a vinda de Cristo?” Que o profeta Elias virá antes de Cristo, atestam-no não somente os escribas, mas também a própria S. Escritura (cf. Ml 4, 5-6); mas os Apóstolos falam aqui como homens rudes e iletrados, que costumam atribuir tudo aos doutores ou pregadores (assim interpreta Maldonado).

V. 11. “Jesus respondeu: ‘Elias vem e colocará tudo em ordem’ (gr. ‘ἀποκαταστήσει’ = instaurará, porá tudo em seu estado anterior), isto é, irá reconduzir os corações dos pais aos filhos e os dos filhos aos pais (cf. Ml 4, 5-6; Lc 1, 17) etc. Os SS. Padres e a maior parte dos intérpretes católicos sustentam que neste v. se fala da verdadeira aparição de Elias antes da segunda vinda de Cristo. — V. 12-13. Passa-se agora do segundo para o primeiro advento de Cristo. A ambas as vindas corresponde o seu próprio precursor e anunciador: a) à segunda, o profeta Elias, de quem se falou no v. precedente; b) à primeira, João Batista, que também é chamado Elias graças à semelhança de missão e espírito entre os dois: “João era Elias em espírito, mas não em pessoa” (S. Gregório Magno, Hom. in Ev., II, hom. 7). Elias, portanto, através do tipo que é João Batista, já veio e recebeu dos homens a mesma sorte que está à espera de Cristo: “Fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim também o Filho do Homem será maltratado por eles”. — Os discípulos então compreenderam que era de João que lhes falava o Senhor.

2. Meditação. — O Evangelho de hoje, apresentando-nos a figura do Precursor, quer preparar-nos para a vinda de Cristo neste próximo Natal por meio da conversão e da penitência. Hoje se encerra o primeiro dos dois “ciclos temáticos” em que se articula o tempo do Advento: a partir da próxima segunda-feira, depois do Domingo Gaudete, a liturgia passará a centrar-se no mistério da Encarnação, preparado por outra “precursora”, a Virgem Maria; até agora, no entanto, as leituras da Missa, ao modo de preparação para a segunda parte do Advento, têm-se ocupado de temas como o Fim dos Tempos, o Juízo final e, consequentemente, o espírito de conversão e arrependimento que devemos suscitar em nossas almas para que o Senhor não nos surpreenda despreparados e indispostos para o receber no Natal. De nada nos adiantará, pois, celebrar o Deus de amor e misericórdia que se encarna e vem à luz na noite santa se, ao longo das últimas semanas, não tivermos feito experiência da nossa miséria, da feiúra do nosso pecado e, portanto, da necessidade que temos do perdão divino. Nesse sentido, a presença do Batista no Evangelho de hoje é um chamado a que aproveitemos o que nos resta de Advento para traçarmos os caminhos do Senhor e aplainarmos as suas veredas (cf. Mc 1, 3; Ml 3, 1; Is 40, 3), ou seja, para excitarmos em nosso espírito profundos sentimentos de dor e compunção pelos muitos pecados que levaram o Filho de Deus a se encarnar pela nossa salvação. — S. João Batista, rogai por nós!

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