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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
(Mc 1, 40-45)

Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado.

Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

No Evangelho de hoje, Jesus cura um leproso. É interessante notar que o episódio aqui descrito é o mesmo que nós lemos uma semana atrás, narrado por S. Lucas, mas enriquecido agora com algumas particularidades do evangelista S. Marcos. Recordemos que o evangelho de Marcos reflete a pregação de Pedro, ou seja, de uma testemunha ocular, ao passo que Lucas, não tendo presenciado esses acontecimentos, os narra a partir da tradição. S. Marcos está pondo por escrito o testemunho ocular de Pedro, o qual tomou nota de alguns detalhes interessantes que não se encontram na narrativa de S. Lucas. Em primeiro lugar, temos a reação do Coração de Nosso Senhor: vemos Jesus cheio de compaixão, o que não aparece na passagem de Lucas. Além disso, Nosso Senhor experimenta uma reação compassiva que depois se manifesta num gesto concreto visto por S. Pedro. Que gesto é esse? “Estendeu a mão e tocou” (v. 41) no leproso, detalhe que tampouco aparece no evangelho de S. Lucas. O toque de Nosso Senhor Jesus Cristo! Podemos olhar para esse evangelho e ver nele uma descrição — digamos assim — do que são os sacramentos em nossas vidas. Jesus olha para nós com compaixão: somos como leprosos, filhos doentes que precisam ser curados dos pecados, das debilidades, da lepra moral que nos cobre o coração. Jesus vem compassivo ao nosso encontro, mas pede de nós fé semelhante à que manifestou o leproso: “Senhor, tu podes”. Jesus se compadece de nós e quer nos tocar, e a forma concreta de Ele nos tocar hoje são os sete sacramentos. De fato, os sacramentos são instrumentos da graça de Deus, por meio dos quais o toque de Nosso Senhor ressuscitado chega até nós verdadeiramente, de maneira concreta e, poderíamos dizer, material, porque são sinais eficazes da graça. Quando se batiza alguém, ao derramar-se água sobre a cabeça da criança, é Jesus ressuscitado quem a está tocando e purificando da lepra do pecado original. Quando se recebe o crisma, é Jesus, o Ungido, quem está derramando o Espírito Santo sobre o fiel para torná-lo capaz de amar. Quando se comunga o sacratíssimo Corpo, é o próprio Cristo ressuscitado que, em sua carne vivificante, toca o fiel. Quem se aproximar com fé dos sacramentos, verá em si uma transformação e na vida uma mudança. O leproso, que historicamente foi curado, é também símbolo da nossa lepra e da nossa cura pelo toque sacramental do Senhor. Trata-se de uma dimensão distintiva e irrenunciável da fé católica, na qual, infelizmente, os protestantes não creem de maneira adequada. Não podemos deixar de crer que, com a ressurreição e ascensão de Cristo aos céus e o envio do Espírito Santo, teve início o tempo dos sacramentos, o tempo da Igreja, que irá durar até o Senhor voltar no fim dos tempos. É o tempo favorável, e é neste agora que Jesus, compassivo, se reclina sobre nós para nos tocar com os sacramentos. Não os desprezemos, não nos limitemos a “seguir” Jesus pela internet. Precisamos dos sacramentos, isto é, do toque da graça divina, necessária neste combate contra a lepra do pecado original. Que, com a ajuda deles, tenhamos um coração configurado ao de Cristo, para que, tendo-o seguido nesta vida, festejemos com Ele as alegrias do céu.

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