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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 24, 42-26)

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor! Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá.

Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? Feliz o empregado, cujo senhor encontrar agindo assim, quando voltar. Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu Senhor está demorando’, e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

Celebramos hoje a memória de São Luís, rei da França. Trata-se de Luís IX, grande monarca, mas sobretudo grande exemplo de paternidade, pai de seu povo e pai de família. São Luís nasceu príncipe herdeiro. Quando ele nasceu, era o seu avô quem reinava na França. Logo em seguida, seu pai assumiu o governo, mas morreu cedo, e Luís então herdou o trono da França aos doze anos de idade. A sua mãe, chamada Branca, foi quem assumiu como regente. Houve tremendas guerras internas para retirar de Luis a possibilidade de ser rei da França. Chegada a idade, ele assumiu como rei, casou-se e teve dez filhos, e aqui vemos a característica especialíssima deste grande santo cristão, grande exemplo de pai de família e de estadista.

Se nós olharmos para o passado, nós vamos ver que os governos, os estados, os reis, os imperadores etc. sempre governaram a partir da violência, da artimanha e da guerra. No entanto, com a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo a este mundo, estabeleceu-se uma família, a Igreja, e a cultura cristã, por influência, foi formando cada vez mais a mentalidade das pessoas, de tal forma que a família, que era antes uma realidade um pouco bárbara no Império Romano, tornou-se aquilo que ela é chamada a ser, ou seja, célula básica da sociedade, onde o pai governa por sábios conselhos, não simplesmente pela força bruta e pela violência. Essa realidade, que foi acontecendo na família, foi transbordando até que conseguiu também inspirar os reinos, os estados. São Luís é um exemplo luminoso dessa realidade. Como pai, ele todos os dias pedia que fossem trazidos os seus filhos aos seus aposentos para que, depois das Completas, ele pudesse lhes dar conselhos. Ele regia os seus filhos com sábios conselhos, os quais não perdiam em nada para os conselhos que um diretor espiritual ou santo pudesse dar a alguém. Realmente, era um homem que sabia o caminho do amor a Deus, o caminho da santidade.

Este grande santo soube também reger o seu reino como um pai. Uma das realidades que São Luís sabia ser importantíssima era a promoção do bem espiritual dos fiéis. Na época, ele promoveu as Ordens religiosas mendicantes de São Francisco e de São Domingos, recém-fundadas, porque viu que aqueles homens despojados e santos faziam um bem enorme à evangelização do reino. Ele recebeu à mesa santos como São Boaventura, Santo Tomás de Aquino e, promovendo o bem espiritual do reino, sempre se colocou como rei, sim, mas sabendo que o verdadeiro rei era Jesus.

Foi no reinado de São Luís que as relíquias da coroa de espinhos de Nosso Senhor foram trazidas para Paris. Ele mandou fazer a Sainte-Chapelle, onde foi colocada a relíquia da coroa de espinhos. Tinha uma especial devoção pela coroa de espinhos de Nosso Senhor, de forma que, por exemplo, não permitia que os seus filhos ou alguém na corte usasse ornamentos de cabeça na sexta-feira porque era o dia em que Nosso Senhor tinha sido coroado de espinhos. Ele, rei, reconhecia o verdadeiro Rei coroado!

São Luís terminou a vida depois de partir em Cruzada. Participou de duas Cruzadas, a sexta e a sétima cruzadas, e é interessante notar que ele entrou na sexta como resultado de uma promessa feita ainda jovem. Ele ficou doente, às portas da morte, e o reino da França inteiro, em orações, procissões e jejuns, rezava pelo monarca, pelo seu pai tão bondoso, para salvá-lo. Recuperado, ele fez uma promessa: partiria em expedição para libertar das mãos ímpias o santo sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo. É também um modelo de pai que soube defender a família.

Por isso, tenhamos devoção a São Luís, imitemos esse grande modelo de paternidade, pai da pátria e pai de família, e saibamos o que é de fato o chamado de um homem, de um varão verdadeiramente cristão.

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