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Homilia Dominical
22 Dez 2016 - 26:11

Os três nascimentos de Cristo

Neste domingo, dia 25 de dezembro, celebramos a festa do Verbo eterno de Deus que, "nascido do Pai antes de todos os séculos", quis nascer também, há pouco mais de dois mil anos, do seio da Virgem Maria. Além desses dois nascimentos de Cristo, no entanto, existe ainda um terceiro por acontecer: ele se dá em nossas almas e só é possível através da fé. Ouça esta pregação para o Natal do Senhor e saiba como podemos viver plenamente esse e grandioso mistério!
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Homilia Dominical - 22 Dez 2016 - 26:11

Os três nascimentos de Cristo

Neste domingo, dia 25 de dezembro, celebramos a festa do Verbo eterno de Deus que, "nascido do Pai antes de todos os séculos", quis nascer também, há pouco mais de dois mil anos, do seio da Virgem Maria. Além desses dois nascimentos de Cristo, no entanto, existe ainda um terceiro por acontecer: ele se dá em nossas almas e só é possível através da fé. Ouça esta pregação para o Natal do Senhor e saiba como podemos viver plenamente esse e grandioso mistério!
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Na Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, a divina liturgia proclama três diferentes Evangelhos:

I. Missa da noite:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
2, 1-14)

Aconteceu que, naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se cada um na sua cidade natal. Por ser da família e descendência de Davi, José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judeia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida.

Enquanto estavam em Belém, completaram-se os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria.

Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do seu rebanho. Um anjo do Senhor apareceu aos pastores, a glória do Senhor os envolveu em luz, e eles ficaram com muito medo. O anjo, porém, disse aos pastores: "Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo. Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido envolvido em faixas e deitado numa manjedoura". E, de repente, juntou-se ao anjo uma multidão da corte celeste. Cantavam louvores a Deus, dizendo: "Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados".

II. Missa da aurora:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
2, 15-20)

Quando os Anjos se afastaram dos pastores em direção ao Céu, começaram estes a dizer uns aos outros: "Vamos a Belém, para vermos o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer". Para lá se dirigiram apressadamente e encontraram Maria, José e o Menino deitado na manjedoura. Quando O viram, começaram a contar o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino. E todos os que ouviam admiravam-se do que os pastores diziam. Maria guardava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração. Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes tinha sido anunciado.

III. Missa do dia:

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
1, 1-18)

No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. No princípio estava ela com Deus. Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.

Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.

A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.

E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. Dele, João dá testemunho, clamando: "Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim". De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

Com essas leituras distintas, a Santa Igreja põe-nos diante dos olhos o que poderíamos chamar de o tríplice nascimento de Cristo: antes de tudo, como proclama o Prólogo de São João, o Verbo é gerado desde toda a eternidade no seio do Pai; depois, nasce na carne, da Virgem Maria, como consta no Evangelho da Missa "do Galo"; nasce também, por fim, no coração dos pastores, como que demonstrando o modo pelo qual deseja estabelecer no mundo o seu reinado.

Hoje, se nos deixarmos tocar pelo anúncio dos anjos que proclamam a glória de Deus, também nós podemos ter o Cristo gerado em nossas almas. Só assim, na verdade, transformando em manjedoura para acolher o menino Deus o nosso próprio ser, viveremos plenamente esta festa da natividade do Senhor. Rezemos pois a Ele, para que a sua chegada não nos encontre frios e indiferentes como os hospedeiros de Belém, mas vivos e expectantes, a exemplo dos pastores.

Referências

  1. Santo Tomás de Aquino, "Sobre a natividade de Cristo", in: Suma Teológica, III, q. 35

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