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Homilia Dominical
6 Abr 2018 - 24:01

“Pela água e pelo sangue”

“Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei.” São Tomé quer ver as chagas gloriosas de Cristo, que Ele mantém mesmo depois de haver ressurgido dentre os mortos. É a identidade entre o Crucificado e o Ressuscitado que esse apóstolo quer confirmar. Porque Cristo é o que veio “pela água e pelo sangue”, nas palavras de São João: “Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.”
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Homilia Dominical - 6 Abr 2018 - 24:01

“Pela água e pelo sangue”

“Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei.” São Tomé quer ver as chagas gloriosas de Cristo, que Ele mantém mesmo depois de haver ressurgido dentre os mortos. É a identidade entre o Crucificado e o Ressuscitado que esse apóstolo quer confirmar. Porque Cristo é o que veio “pela água e pelo sangue”, nas palavras de São João: “Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.”
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 20, 19-31)

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.

Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.

Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Meditação. — 1. “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. Assim diz Jesus aos Apóstolos, no Evangelho deste 2.º Domingo da Páscoa. Com esse gesto, Ele antecipa o mistério de Pentecostes, inaugurando uma maneira totalmente nova de Deus nos transmitir a sua graça. O que antes era conferido apenas pela natureza divina, agora tem como instrumento o corpo e o coração de um homem glorioso: a humanidade de Jesus Cristo torna-se sacramento e, assim, meio pelo qual recebemos o Espírito Santo.

Os sacramentos — especialmente a Confissão e a Eucaristia — colocam-nos em contato direto com a pessoa de Cristo, pela qual somos purificados de todas as nossas faltas. Os discípulos experimentaram essa transformação logo na primeira aparição do Ressuscitado, como vimos no domingo passado. A intimidade com o Corpo de Nosso Senhor põe-nos sobre a influência do Espírito Santo, Aquele que é a causa da nossa santificação. Essa é a primeira verdade sobre a qual devemos meditar nesta ocasião.

2. O evangelista S. João realça ainda mais essa necessidade do corpo de Cristo para o recebimento da graça ao narrar o encontro do Senhor com São Tomé. Na primeira aparição de Jesus, conta São João, Tomé estava ausente; ele não teve a mesma visão dos demais discípulos. E ao deparar-se com o testemunho de seus irmãos, a sua reação imediata é de incredulidade. “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”, declara o discípulo.

A atitude de São Tomé, temos de admitir, não é muito diferente da de outros cristãos. Por isso, Jesus mesmo vem ao nosso encontro e toma a iniciativa: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Quão diferentes são essas palavras das que Ele disse a Maria Madalena! É que esta, ao contrário de Tomé, já não precisava ver para crer. Ela quer tocar o Senhor, mas Ele a adverte: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai” (Jo 20, 17). Tomé, por outro lado, necessita desse toque da graça para converter-se de verdade e caminhar pela misericórdia.

No século XX, Jesus apareceu a uma santa polonesa chamada Faustina Kowalska, para manifestar o rio de misericórdia que emana das suas chagas, do lado aberto de seu peito. É a esse rio que todos devemos recorrer para vencermos as provações de nossas vidas. Mas o acesso a esse rio de misericórdia só se dá por meio da fé transmitida pelos sacramentos, isto é, pelo contato com o corpo de Cristo, como no caso de São Tomé, que precisou tocar as chagas de Jesus para ser fiel.

3. A fé, é preciso insistir, não é uma mera confiança sentimental, como pensam os protestantes, mas um toque de Jesus ressuscitado. Por meio desse toque, somos chamados a uma mudança de opinião, à obediência, a mover a nossa vontade para a vontade de Deus, que é salvação e vida. A verdadeira vitória da Cruz é essa vitória sobre nossas imundícies, que nos impedem de caminhar com Deus. Neste sentido, o toque da graça de Cristo Ressuscitado é um verdadeiro impulso para amarmos Deus de volta. Nosso íntimo é movido pelo amor misericordioso, que tira o pecado do mundo.

Oração. Senhor Jesus Cristo, ajuda-me, neste Domingo da Misericórdia, a praticar a minha fé, tocando e beijando as vossas santas chagas, no Santíssimo Sacramento do Altar, pois somente assim é que vós sereis o meu grande amor e a minha grande verdade. Não quero ser um incrédulo. Quero apenas poder dizer-vos, inclinado diante da vossa augusta presença, como disse São Tomé depois da sua conversão: “Meu Senhor e meu Deus”.

Propósito. — Comungar bem e fazer ao menos dez minutos de ação de graças, por amor à Divina Misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ó Divina Eucaristia, conformai-me mais e mais à vossa doce vontade!

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