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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
7, 15-20)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis".

No Evangelho desta 4.ª-feira, Jesus nos adverte para a existência de falsos profetas dentro do seu redil: por fora, vestidos com peles de cordeiro, assemelham-se aos verdadeiros fiéis; por dentro, no entanto, são lobos ferozes e rapaces. Nosso Bom Pastor nos quer precaver aqui contra aquelas pessoas que, embora aparentem ser cristãs, vivem na realidade um cristianismo "de fachada", uma religiosidade, por assim dizer, fictícia. Trata-se, como diz São João Crisóstomo (cf. In Matthæum, Hom. XXIII, 6), não apenas dos hereges e semeadores de falsas doutrinas, mas também dos que, vivendo uma vida dissoluta e em total desacordo com o Evangelho, procuram envernizar-se aos olhos dos demais com virtudes fingidas e teatrais. Ora, para reconhecermos tais tipos, Cristo nos dá um precioso conselho: "Vós os conhecereis pelos seus frutos." A verdade espiritual por detrás deste critério, com efeito, é que a hipocrisia não é duradoura, pois o homem, cedo ou tarde, deixa transparecer por suas obras — seus "frutos" — aquilo que está no seu coração: "Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas?"

Aplicada, por outro lado, à nossa própria vida, a leitura de hoje deve lembrar-nos de que não somos cristãos "de momento", "de vida dupla": não pode haver um hiato entre o que somos na paróquia e o que somos na rua, em nossos afazeres de costume; entre o modo como rezamos a Deus e modo como tratamos nossos familiares, amigos e colegas; entre o que pedimos para nós na oração e o que estamos dispostos a sacrificar pelo bem dos outros; entre o que ensinamos, enfim, e o que praticamos (cf. São Josemaria Escrivá, Forja, n. 694) etc. Roguemos ao Senhor que, tornando mais profunda a nossa conversão, nos dê aquela unidade de vida por que Cristo se faz o fim de nossas atividades, pequenas e grandes; o Amor que incendeia nossos afetos; o assunto de nossas palavras e conversas; o modelo de nossas ações e comportamentos, quer em casa, quer no trabalho (cf. São Josemaria Escrivá, Caminho, n. 271). Recorramos também a nossa Mãezinha do Céu, Auxílio dos cristãos, e peçamos-lhe a graça de convertermos em obras boas e concretas a fé que com nossos lábios professamos.

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