CNP
Christo Nihil Præponere"A nada dar mais valor do que a Cristo"
Evangelize compartilhando!
Todos os direitos reservados a padrepauloricardo.org®
Texto do episódio

Texto do episódio

imprimir

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 4, 12-17.23-25)

Naquele tempo, ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”.

Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levaram-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.

O Evangelho desta segunda-feira depois da Epifania nos traz uma conhecida passagem de S. Mateus, na qual o evangelista, referindo-se à moradia que Jesus estabeleceu em Cafarnaum, às margens do mar da Galileia, nos relata o cumprimento da seguinte profecia de Isaías: “O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Ora, é evidente que o termo luz é aplicado aqui a Nosso Senhor; mas não se trata, como poderíamos pensar à primeira vista, de um uso puramente metafórico da palavra, como quando se diz: “Teus olhos são dois luzeiros”, senão de verdadeira analogia, isto é, de uma semelhança proporcional entre o que o termo significa própria e primariamente e os sentidos derivados de que ele se pode revestir por referência à sua acepção principal. Assim, a palavra luz significa, fundamentalmente, aquilo que permite ao sentido da visão atingir o seu objeto, ou seja, é o princípio manifestativo do que por ela pode ser visto (cf. STh I 67, 1 c.). Do mesmo modo, podemos chamar luz, por referência à relação que há entre a luz corporal e a potência sensitiva, a tudo o que manifesta a verdade à potência intelectual (cf. In II Sent. d. 13, q. 1, 2 c.). É neste sentido, pois, que podemos chamar a Cristo luz, porque é através dele que se nos manifestam as verdades e mistérios em que devemos crer para sermos salvos. Eis por que diz o mesmo profeta, citado por S. Paulo: “Desperta, tu que dormes” na ignorância da fé, “levanta-te dentre os mortos” na escuridão do pecado, “e Cristo te iluminará” (Ef 5, 14; cf. Is 26, 19; 60, 1), quer dizer, manifestará as verdades da vida sobrenatural da graça. Com efeito, assim como a falta de luz corporal nos impede de enxergar e conhecer o que está à nossa volta, assim também a falta da luz que é Cristo nos impede de ver e conhecer as realidades espirituais, muito mais importante do que as meramente naturais. E assim como sem luz não pode haver vida física, tampouco sem a de Cristo pode haver em nós vida divina. E para que não nos falte essa vida tão preciosa, que é já nesta terra um começo do céu que nos espera, abramo-nos à luz de Cristo Jesus, despertemos do sono do pecado, fujamos da sombra dos erros, que nestes tempos parece ainda mais densa, e peçamos ao Senhor que rompa, com os raios da sua verdade, as trevas da nossa ignorância: “Para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”.

Material para Download
Texto do episódioMaterial para downloadComentários dos alunos

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.