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597. Por que Jesus ensinava em parábolas?

Um dos traços mais chamativos do ministério público de Nosso Senhor é o recurso constante às parábolas. Mas por que motivo Jesus se servia destas imagens para falar às multidões?

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
13, 10-17)

Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: "Por que tu falas ao povo em parábolas?" Jesus respondeu: "Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado.

Pois à pessoa que tem, será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem, será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam, nem compreendem.

Deste modo se cumpre neles a profecia de Isaías: 'Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure'.

Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.

O Senhor explica-nos hoje o porquê de Ele falar em parábolas às multidões, mas com clareza aos discípulos. E a razão por que Jesus, em seu ministério público, ocultava alguns ensinamentos sob a roupagem de parábolas não era outra senão a dureza de coração das turbas que O seguiam: "O coração deste povo", refere-se o Senhor às palavras de Isaías, "se tornou insensível" (cf. Is 6, 10). As multidões que acorrem apressadas para ouvi-lO, mais curiosas do que bem dispostas, ainda são indignas e incapazes de receber abertamente o que o Deus encarnado lhes tem a ensinar: "Eles ouviram com má vontade", cita outra vez o profeta, "e fecharam seus olhos" (cf. Is 6, 10). Nem mesmo os milagres são o bastante; antes, pelo contrário, parecem contribuir para obcecar o coração daquela gente blasfema, que chega a atribuí-los à ação de Beelzebul (cf. Lc 11, 15). É por isso que Cristo, escreve Santo Tomás, "ensinava algumas coisas ocultamente às turbas, servindo-se de parábolas para falar de mistérios espirituais, porque os ouvintes ou não eram capazes ou não eram dignos de os entender" (S. Th. III, q. 42, a. 3, co.).

Mas até nisto, continua o Angélico, o Senhor manifesta a sua entranhável misericórdia, já que era melhor para as multidões "ouvir a doutrina espiritual sob o véu das parábolas do que serem dela inteiramente privadas" (ibid.). Nós, porém, não sejamos como essas turbas incrédulas e curiosas. Disponhamo-nos interiormente, pelo arrependimento e pela retidão de intenção, às verdades que Jesus quer-nos transmitir. Abramo-nos à fé, com humildade e docilidade, que é necessária para abraçar e compreender os mistérios do Reino dos Céus. Pois Deus, cuja vontade é conduzir todos à salvação e ao conhecimento da verdade (cf. 1Tm 2, 4; Ex 18, 23), por pura bondade fez chegar até nós a sua Palavra. Como pecadores chamados agora à penitência (cf. Lc 5, 31), acolhamo-la em nosso coração e imploremos todos os dias o incremento da fé, fundamento da esperança e certeza a respeito do que não se vê (cf. Hb 11, 1). — Santa Maria, Virgem fiel, rogai por nós!

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