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Homilia Dominical
5 Abr 2019 - 25:59

Qual é mesmo o preço do nosso pecado?

Se a única solução que Deus encontrou para nos perdoar os pecados e livrar do inferno foi a Cruz, se os nossos crimes custaram o sangue do próprio Deus feito carne… das duas uma: ou o pecado é mesmo uma coisa muito séria, ou nossa época perdeu por completo a noção do que ele seja e está a brincar com a própria salvação. É o que Padre Paulo Ricardo medita nesta homilia, comentando o evangelho da mulher adúltera e fazendo-nos adentrar no tempo litúrgico da Paixão do Senhor.
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Homilia Dominical - 5 Abr 2019 - 25:59

Qual é mesmo o preço do nosso pecado?

Se a única solução que Deus encontrou para nos perdoar os pecados e livrar do inferno foi a Cruz, se os nossos crimes custaram o sangue do próprio Deus feito carne… das duas uma: ou o pecado é mesmo uma coisa muito séria, ou nossa época perdeu por completo a noção do que ele seja e está a brincar com a própria salvação. É o que Padre Paulo Ricardo medita nesta homilia, comentando o evangelho da mulher adúltera e fazendo-nos adentrar no tempo litúrgico da Paixão do Senhor.
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 8, 1-11)

Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los.

Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?”

Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.

E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.

Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles?” Ninguém te condenou?”

Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”.

Meditação. – 1. Com este domingo se inicia um tempo novo na Igreja que, no antigo calendário litúrgico, era chamado de tempo da Paixão, por dirigir o olhar de todos os fiéis para a Paixão de Cristo, como remédio da nossa salvação. É também nesse período que se costumam cobrir as imagens com panos roxos. Toda essa pedagogia serve para nos convencer da gravidade de nossos pecados.

No Evangelho de hoje, Jesus supera a encruzilhada dos fariseus — condenar ou não a mulher adúltera —, levando-os a uma reflexão mais profunda. No fim das contas, Ele olha para aquela pecadora pública com o mesmo olhar que dirige a todos nós, homens também necessitados de misericórdia. Ele nos faz perceber o horror do pecado e nos concede a chance de arrependermo-nos enquanto há tempo. Se Deus, por um lado, continua sendo misericórdia mesmo depois de nossa morte, nós, por outro, tornamo-nos incapazes de qualquer correção depois desse evento. Por isso Deus está sempre nos visitando com a sua misericórdia hoje, enquanto há tempo de conversão.

2. O encontro de Jesus com a mulher adúltera é, como diria Santo Agostinho, o encontro da miséria com a misericórdia. Essa miséria não é, pois, uma miséria qualquer, mas uma situação tão deprimente que somente um ato supremo do amor de Deus pode curá-la. Apesar da pouca importância que ultimamente se tem dado ao pecado, a verdade é que ele é uma morte muito mais grave e apavorante que qualquer apedrejamento. Uma alma em pecado, afirmava Santa Teresa de Jesus, “é pior do que o cadáver mais podre”, pois além de nos tirar da graça de Deus, essa doença nos conduz ao inferno.

Não fazemos a noção correta do pecado mortal porque, como ensina Léon Bloy, “o mal é uma invenção angélica”. Trata-se, afinal, de uma realidade da alma, que nos priva do bem mais precioso: a vida eterna. Daí se explica o remédio tão grave que Deus providenciou para a cura dessa doença. Temos de olhar para a cruz de Cristo se quisermos entender a gravidade das ofensas a Deus. Se uma doença exige aspirina, trata-se obviamente de uma leve gripe. Mas se o médico nos encaminha para a quimioterapia, então a enfermidade deve ser mesmo muito grave.

3. O pecado nos priva da fonte da vida, que é Deus. É como cortar a relação da lâmpada com a luz elétrica: ela fatalmente deixará de iluminar, goste-se ou não, porque essa é uma realidade ontológica, que não podemos mudar à força de nossa vontade.

Deus, que é o médico dos médicos, já diagnosticou o câncer, e, na liturgia deste domingo, nos confia mais uma vez a sua misericórdia redentora. O perdão custou o sangue de Cristo, de modo que não é possível continuarmos a dissimular nossas quedas com confissões sem verdadeiro propósito de emenda. Isso seria um deboche do sacrifício do calvário. Aproveitemos, pois, o tempo da Paixão, para nos convencermos da gravidade do pecado e firmarmos um compromisso com a graça de Deus para a nossa salvação.

Oração. — Não deixeis jamais, Senhor, que eu me esqueça da gravidade do pecado e do preço que minhas quedas custaram a vossa humanidade. Firmai em mim um coração cioso de vos agradar sempre, desde os mínimos detalhes até os atos mais heroicos. Assim seja!

Propósito. — Receber a comunhão deste primeiro domingo do mês em reparação pelas ofensas contra o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

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