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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 17, 7-10)

Naquele tempo, disse Jesus: “Se algum de vós tem um empregado que trabalha a terra ou cuida dos animais, por acaso vai dizer-lhe, quando ele volta do campo: ‘Vem depressa para a mesa?’ Pelo contrário, não vai dizer ao empregado: ‘Prepara-me o jantar, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois disso poderás comer e beber?’ Será que vai agradecer ao empregado, porque fez o que lhe havia mandado? Assim também vós: quando tiverdes feito tudo o que vos mandaram, dizei: ‘Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer’”.

A parábola do servo inútil — é preciso entendê-lo bem — fala-nos, não de um simples assalariado, mas de um escravo, de alguém que deve servir a seu senhor durante toda a vida, sem esperar nada em troca, nem salário nem agradecimento (cf. S. Luís M.ª Grignion de Montfort, Tratado da Verdadeira Devoção, n. 69). Ora, todas as criaturas, inclusive o homem, são por natureza escravas de Deus, como canta o salmista: “Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém” (Sl 23, 1). O ser humano, porém, em virtude de sua índole racional, que lhe abre o horizonte do bem e da verdade, está chamado a transformar essa escravidão natural em voluntária, isto é, em servidão de amor, a exemplo dos santos e justos, que se submetem à vontade amorosíssima de Deus pela honra de pertencer e servir a um Senhor tão bom e generoso. Ao contrário de nós, que somos criaturas contingentes e, em todo o rigor da palavra, inúteis, só Deus é necessário, o único necessário. Se somos e existimos, é porque ele, em sua infinita bondade, quis comunicar-nos um pouco de suas perfeições e associar-nos à sua alegria. Não podemos, pois, ter a pretensão, louca e infundada, de ser o centro do mundo; nós nada somos e nada temos por nós mesmos; foi Deus quem nos pôs na existência, e é portanto em função dele que devemos conduzir a nossa vida neste mundo. Somos, sim, por ele e para ele, fonte de tudo o que possuímos. Daí que escolher o pecado, apegar-se aos bens criados e finitos, é apartar-se daquele sem o qual nada seria, é preferir o supérfluo e passageiro ao necessário e eterno. Imitando hoje a Virgem SS., que penetrou essas verdades com uma inteligência que não podemos sequer imaginar, coloquemo-nos por livre e espontânea vontade sob o domínio e os cuidados de nosso Senhor e digamos: “Faça-se em mim segundo a vossa palavra”!

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