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379. Zaqueu e o tesouro escondido

Texto do episódio

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
19, 1-10)

Naquele tempo, Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: "Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa". Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: "Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!" Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: "Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais".

Jesus lhe disse: "Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido".

O encontro entre Zaqueu e Nosso Senhor é marcado por algo que, embora não seja narrado por São Lucas, pode supor-se com segurança, sobretudo se se tem em mente a parábola do tesouro escondido, de um lado, e as circunstâncias que se sucederam a esse encontro, uma história da Salvação em miniatura, de outro. "O Reino dos Céus", diz Jesus, "é semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo" (Mt 13, 44). Foi o que se passou com o chefe dos publicanos. Ele, movido talvez por curiosidade, queria ver Aquele de quem tanto ouvira falar; e eis que, sem nada esperar, reconhece a poucos metros de si o Tesouro de amor que vinha buscando em vão no dinheiro, nas riquezas, nos faustos duma vida cômoda.

Zaqueu é atravessado aqui pelo olhar amoroso de Cristo, que já o ama na sua pequenez, antes mesmo de ele, como depois dirá o evangelista, repartir seus bens com os pobres e com os que defraudara. Na verdade, é o próprio Tesouro, oculto na fé, que se deixa achar por um pobre avarento que há anos O procurava, mas nos "campos" errados. É, pois, a que se acendeu em seu espírito que levou Zaqueu a, tendo achado a Jesus e crido no seu divino amor, descer da figueira depressa e "cheio de alegria", a ponto de poder dizer: "Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais". Peçamos hoje a Nosso Senhor que nos dê a graça de crermos também nós no seu amor sem limites, porque nisto "se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por Ele" (1Jo 4, 9).

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