A noção de neuroplasticidade aponta para um fato que a ciência moderna tem tornado cada vez mais claro: o cérebro humano não é um sistema rígido, mas dinâmico, capaz de se modificar — para o bem e para o mal — conforme os estímulos recebidos. Ao contrário de um computador, cuja estrutura física permanece a mesma enquanto se altera o conteúdo, o cérebro humano transforma-se estruturalmente em função das experiências vividas.
Essa constatação tem consequências para a educação, obviamente. Experiências negativas podem, de fato, gerar condicionamentos difíceis mas não impossíveis de contornar, uma vez que há sempre possibilidade de restauração por meio de processos terapêuticos e pedagógicos, por exemplo. No entanto, quanto mais precoce e adequada for a formação, menor será o esforço necessário — também porque a plasticidade tende a diminuir com o tempo — para corrigir no futuro possíveis desordens
A educação mesma da inteligência, se quer ser verdadeiramente eficaz, deve superar a visão reducionista do ser humano como mero processador de informações. O homem não é só o seu intelecto, cujas operações, de mais a mais, podem ver-se comprometidas pela falta de educação...









