A concepção, hoje tão em voga, do ensino como simples transmissão de conteúdos inspira-se muitas vezes numa equiparação da mente humana a um computador. Ora, ao contrário de um computador, o nosso cérebro não se limita a armazenar dados, senão que se reorganiza em função das experiências vividas. Isso significa que o ato de ensinar, sobretudo às crianças, não consiste apenas em transmitir informação ao aluno, mas também em favorecer, por meio de estímulos e experiências adequadas, mudanças reais na sua estrutura interna.
Uma das principais descobertas da neurociência é a neuroplasticidade, propriedade por meio da qual o cérebro é capaz de transformar-se e de adaptar-se constantemente. Cada experiência vivida, cada hábito adquirido, cada repetição feita deixa em nós uma marca, abrindo caminhos para novas conexões neurais. A educação tem, nesse sentido, um alcance mais profundo do que se imaginava: é uma forma de participar ativamente da configuração do cérebro [1].
De fato, a pedagogia cristã sempre teve consciência de que não é possível educar sem levar em conta a dimensão física. Corpo e alma, afinal de contas, não são realidades de todo independentes, mas...








