Vimos até agora a importância de compreender como o funcionamento do cérebro pode contribuir ou não para o desenvolvimento equilibrado da personalidade. A chamada integração vertical diz respeito à capacidade de as estruturas cerebrais superiores regularem as reações emocionais mais primitivas, o que, obviamente, não se dá de maneira espontânea ou automática, mas requer a aquisição de determinadas habilidades [1]. Entre elas, podemos destacar os mecanismos de autorregulação fisiológica como, por exemplo, a respiração diafragmática, que, ao estimular o nervo vago, atua sobre o sistema nervoso e ajuda-nos a restabelecer a sensação de equilíbrio em estados de agitação.
A integração horizontal dos dois hemisférios cerebrais exige que não se recorra de imediato à racionalização de estados emocionais mais intensos, mas que antes se procure reconhecer e identificar (se possível, pelo nome) as emoções em jogo, e só então seja feita a elaboração racional. Esse processo encontra na narrativa um instrumento especialíssimo, porque, ao organizar suas experiências em forma de relato, o sujeito articula ao mesmo tempo as dimensões afetiva e cognitiva, promovendo dessa forma sua...








