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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo
3, 16-21)

Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.

Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

Continuamos hoje a assistir àquele conhecido colóquio entre Nosso Senhor e o sinedrita Nicodemos. Tendo-lhe explicado a necessidade de nascermos "de novo", Jesus enceta agora um longo monólogo em que já se pode ver, com uma brevidade admirável, o resumo de todo o Evangelho: "De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna". Assumindo, pois, uma carne em tudo semelhante à nossa, à exceção do pecado, o Filho de Deus veio a este mundo a fim de salvar todos os que nEle crerem; foi enviado não para condenar, mas para salvar o que se havia perdido (cf. Mt 18, 11). Com efeito, o Pai O enviou não por uma razão qualquer, mas porque, como o Evangelista faz questão de salientar, amou-nos a tal ponto, que o preço do nosso resgate não lhe pareceu outro senão a vida do seu mui dileto Filho (cf. Mt 3, 17; Mc 1, 11; Lc 3, 22).

Ora, que Deus assim nos tenha amado, não há, entre os fieis, quem o ponha em dúvida. Mas que Ele, amando o Filho, O tenha entregado à morte, como o vamos entender? Não nos deveria soar estranho — e até "escandaloso" — que um Pai tão amável para conosco, merecedores dos piores suplícios, se mostre aparentemente tão "cruel" para com o próprio Filho, "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e elevado além dos céus" (Hb 7, 26)? Acaso pode um pai, tendo um só filho, no qual põe toda a sua afeição, enviá-lo à morte certa, entregá-lo à mão dos verdugos? Pois então como pôde o Pai de toda paternidade pôr em uma cruz o seu Filho bem-amado, para que nós, e não Ele, que "não fez mal algum" (Lc 23, 41), conhecêssemos a desgraça em que nos despenháramos?

Contra o escândalo e a lógica dos homens, porém, é preciso defender a verdade do Evangelho e crer que não apenas O gerando desde sempre, mas também O entregando à morte amou o Pai infimamente ao seu único Filho. Não O entregou como Judas, por perfídia e traição. Entregou-O por amá-lO. E que foi este amor divino do Pai para com o Filho senão o ter-lhe confiado a obra da nossa redenção? Amou-O tanto, que tudo pôs em suas mãos (cf. Jo 3, 35). Amou-O de tal modo, que a ninguém mais poderia encarregar desta missão. Porque, para resgatar-nos da nossa miséria, somente um amor infinito ao Pai poderia satisfazer pelas ofensa infinitas dos nossos pecados. De que coração humano, com efeito, podeira brotar tão doce e imenso amor, senão do sacratíssimo Coração do seu próprio Filho feito homem? Amando, pois, ao Filho, Deus O entregou por nós, para que Ele, amando-nos até ao fim (cf. Jo 13, 1), amasse a Deus como nós não pudemos amar. Que o Senhor nos abra hoje os olhos para este grande mistério e se digne associar-nos às dores de Cristo Jesus, nas quais se manifesta sublimemente o amor do nosso querido Pai de misericórdias.

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