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636. A cura do homem de mão seca

Privado, pois, do auxílio sobrenatural de Deus, o homem é moralmente impotente para observar por longo tempo os Mandamentos da Lei.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
6, 6-11)

Aconteceu num dia de sábado que, Jesus entrou na sinagoga, e começou a ensinar. Aí havia um homem cuja mão direita era seca. Os mestres da Lei e os fariseus o observavam, para ver se Jesus iria curá-lo em dia de sábado, e assim encontrarem motivo para acusá-lo. Jesus, porém, conhecendo seus pensamentos, disse ao homem da mão seca: "Levanta-te, e fica aqui no meio". Ele se levantou, e ficou de pé. Disse-lhes Jesus: "Eu vos pergunto: O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar uma vida ou deixar que se perca?" Então Jesus olhou para todos os que estavam ao seu redor, e disse ao homem: "Estende a tua mão". O homem assim o fez e sua mão ficou curada. Eles ficaram com muita raiva, e começaram a discutir entre si sobre o que poderiam fazer contra Jesus.

A cura do homem de mão seca se dá no contexto de mais um conflito entre Jesus e seus adversários, fariseus e mestres da Lei, que procuram sem descanso um motivo para acusá-lO; Cristo, como lemos noutra ocasião, fala como quem tem autoridade, arrogando-se com justiça o título de Senhor do sábado, o que deixa transtornados os que, aferrados à letra da Lei, se opõe à doutrina do Evangelho. Eis o sentido literal da passagem que a Liturgia nos propõe hoje à reflexão. De um ponto de vista espiritual, no entanto, este episódio nos revela, sob a imagem da mão ressequida e inutilizada, a nossa incapacidade de amar e praticar o bem como convém à salvação. É só com o auxílio da graça de Cristo, sem o qual nada podemos fazer (cf. Jo 15, 5), que nos tornamos capazes de realizar aquelas obras de justiça que o Pai tanto deseja recompensar.

Privado, pois, do auxílio sobrenatural de Deus, o homem é moralmente impotente para observar por longo tempo os Mandamentos da Lei — que se resumem em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (cf. Mt 22, 34-40) —, não só de forma meritória, em ordem à vida eterna, mas nem mesmo quanto à substância dos preceitos. Eis porque tão cedo a Lei se tornou para os judeus um fardo a ser carregado com uma obediência puramente externa, sem as disposições interiores sem as quais nem o maior dos sacrifícios tem valor (cf. 1Cor 13, 1ss). Estendamos hoje nossas mãos ressequidas a Cristo Jesus e, humilhados diante dEle, confessemos nossa incapacidade de amar como Ele ama e de fazer como convém o que Ele deseja. O Senhor, porém, que tudo pode e nos ama mais do que imaginamos, olhará compadecido para a nossa paralisia e realizará o prodígio de fazer brotar do rochedo de nosso coração a água de uma caridade benigna, sofredora, generosa e paciente (cf. 1Cor 13, 4-7).

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