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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 6, 7-15)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.

A oração do pai-nosso, da qual nos fala Cristo no Evangelho de hoje, é a mais excelente de todas as preces cristãs devido, entre outras coisas, às suas cinco qualidades principais. Primeiro, pela confiança que inspira a quem reza, por ser uma oração de origem divina, instituída pelo próprio Filho encarnado, e nada pode dar mais segurança ao nosso coração do que dirigir a Deus as palavras que Ele mesmo quer ouvir: “Vós deveis rezar assim”. Segundo, pela retidão do que nela pedimos, que são apenas as graças que mais convêm à nossa santificação e salvação: “Vosso Pai sabe do que precisais”. Terceiro, pela ordem com que nela manifestamos a Deus os nossos desejos e, portanto, a devida subordinação dos nossos afetos ao que é mais importante, que é a glória de Deus: “Santificado seja o teu nome”. Quarto, pela devoção que estimula, e isto em razão de sua brevidade: “Não useis muitas palavras”, e da caridade que desde o início a motiva, primeiro a Deus: “Pai” e depois ao próximo: “nosso”. Quinto, pela humildade de suas palavras, já que nos eleva o olhar desde o princípio ao Pai “que estás nos céus”, muito acima das nuvens e das estrelas [1]. O pai-nosso, porém, não é oração mais perfeita apenas sob estes títulos, mas também por causa do seu fim sublime, que é, primariamente, glorificar a Deus: “Santificado seja o teu nome” e, secundariamente, impetrar a vida eterna: “Venha o teu Reino”. Por último, é o pai-nosso a mais excelente de todas as orações cristãs pelos meios que põe à disposição do fiel para alcançar este fim, a saber: a) o crescimento no mérito da virtude: “Seja feita a tua vontade”; b) os auxílios naturais e sobrenaturais necessários à vida cristã: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”; c) a remissão das culpas: “Perdoa as nossas ofensas”; d) a superação das tentações internas e externas: “Não nos deixes cair em tentação”; e) e a proteção contra os males espirituais e, quando oportuno, também os físicos ou naturais: “Mas livra-nos do mal”. Vemos por tudo isso com que amor, com que recolhimento, com que devoção e agradecimento devemos rezar o pai-nosso, um verdadeiro dom descido do céu, entregue por Deus pelos lábios de Nosso Senhor aos que Ele deseja ver um dia, unidos ao coro dos anjos, cantando eternamente: “Santificado seja o teu nome”!

Referências

  1. Cf. S. Tomás de Aquino, Expositio in orationem dominicam, pr.
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