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1155. O alimento da fé e o da Eucaristia

“Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 6, 44-51)

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna.

Eu sou o pão da vida. Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

O discurso que se estende ao longo de todo o capítulo 6 do Evangelho segundo S. João — como já tivemos oportunidade de assinalar — possui duas partes bem distintas que parecem corresponder, analogamente, às duas partes da Missa: de um lado, Cristo fala de si mesmo como pão da vida, que alimenta os que nele creem, e esta parte corresponde à Liturgia da Palavra, em que somos iluminados com as verdades da doutrina cristã; de outro, Ele se refere à própria carne como pão descido do céu, que dá a vida eterna aos que dele comem, e esta parte corresponde à Liturgia eucarística, em que recebemos na Comunhão o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor sob as aparências do pão e do vinho. A primeira parte, têmo-la ouvido nestes últimos dias; a segunda, começamos a escutá-la ao cabo do Evangelho de hoje. Sabemos, pois, que a palavra de Cristo é alimento espiritual para os que a acolhem com fé; agora, ficamos sabendo que também a sua carne é verdadeira comida para a alma que a comunga com amor. A diferença entre as duas “liturgias” deste discurso pode ver-se com maior clareza se nos centrarmos nos seguintes versículos:  a) “Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. Eu sou o pão da vida” (v. 46-48), isto é, que alimenta por meio da fé os que esperam ser alimentados no céu pela visão face a face de Deus; b) “Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente” (v. 50-51), isto é, quem comer a minha carne, “dada para a vida do mundo”, terá dentro de si o penhor da futura ressurreição. Temos os cristãos, portanto, dois pães, que são em verdade o mesmo Cristo: o Cristo enquanto Palavra eterna do Pai, que nos sacia com o sabor suave das verdades da fé; e o Cristo enquanto está presente no SS. Sacramento do Altar, em que se renova o amor com que Ele nos mereceu a vida eterna e no qual deseja estar unido a nós, não só pelos laços invisíveis da fé, mas pelo vínculo visível de sua presença física e sacramental. Saibamos tirar proveito destes dois alimentos, alimentando-nos do primeiro pelo exercício constante da fé e comungando o segundo “com o respeito e a humildade, com a contrição e a devoção, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convém à salvação” de nossas almas (oração de S. Tomás de Aquino para antes da comunhão). — Ao único e mesmo Cristo que se nos dá em alimento sob o véu de suas verdades e da SS. Eucaristia honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém.

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