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Conheça os sacramentos da Igreja com o Padre Paulo Ricardo

Texto do episódio
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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 8, 31-42)

Naquele tempo, Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: 'Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.' Responderam eles: 'Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: 'Vós vos tornareis livres'?' Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Bem sei que sois descendentes de Abraão no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai.' Eles responderam então: 'O nosso pai é Abraão.' Disse-lhes Jesus: 'Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. Vós fazeis as obras do vosso pai.' Disseram-lhe, então: 'Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus.' Respondeu-lhes Jesus: 'Se Deus fosse vosso Pai, vós certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou.

No Evangelho de hoje, Jesus diz que a verdade libertará a nós, que somos escravos do pecado e de Satanás. 

Essa nossa libertação do pecado e de Satanás é a chave de leitura de todo o mistério que iremos celebrar na Páscoa. Por isso, neste tempo da Paixão, recordar essa verdade não é um pequeno detalhe, e sim o fundamental daquilo que viveremos.

Quanto mais escrava é a humanidade, mais ela se acha livre. Isso tudo não passa de uma grande ironia. As pessoas gritam que são livres, mas caem nas mais baixas escravidões. Nunca vimos alguém dizer que é, por exemplo, escravo da castidade. Uma pessoa casta pode pecar a qualquer momento, mas uma pessoa que é escrava do sexo não pode se libertar a qualquer momento. 

Quem, então, irá nos tirar da escravidão? Primeiro, precisamos entender que caímos nela porque acreditamos na mentira de Satanás. O diabo apresentou o fruto proibido e fez uma “propaganda enganosa”, dizendo para Eva que, se ela comesse do fruto proibido, seria feliz. Essa mentira está na origem de todos os pecados que cometemos. 

A pessoa que já foi escravizada pelo pecado cai sempre nessa ilusão, procurando uma felicidade que nunca vem. Por isso, precisamos nos perguntar: quando vamos parar de ser tolos, acreditando no demônio e sendo escravos de sua astúcia e de suas mentiras? Quando iremos nos libertar disso? A resposta é simples: devemos ter, diariamente, contato com a verdade da Palavra de Deus.

Quando nós rezamos, ouvimos a Palavra de Cristo. E, uma vez que realmente a escutamos de coração aberto, nós mergulhamos na verdade, e um ato de fé ilumina nossa mente e convida nossa vontade, de tal modo que experimentamos o que São Paulo disse aos Romanos: “O Evangelho é uma força de Deus para aquele que crê” (Rm 1, 16). 

Jesus, no Evangelho de hoje, lembra aos judeus que eles são escravos do pecado. Se lermos alguns versículos depois, veremos Cristo dizendo que eles são filhos de Satanás. Não podemos ser como eles. Precisamos acolher o Filho de Deus, que é Jesus, em nossos corações. A própria vida de Cristo é uma Palavra que nos ilumina, assim como sua Cruz redentora. 

Eis o grande mistério que iremos celebrar na Páscoa: a nossa libertação. Por isso, todos os dias, na vida de oração, precisamos nos alimentar dessa verdade, que nos faz abrir os olhos para Cristo e aceitar a salvação que Ele conquistou para nós.

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