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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 13, 31-35)

Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.\

Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintinhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: Bendito aquele que vem em nome do Senhor”.

Nos v. 37-38, inseridos no contexto das lamentações sobre Jerusalém (cf. Mt 23, 34-39; Lc 11, 49-51; 13, 34-35), Jesus se queixa com grande amargura da contínua e obstinada dureza do povo eleito, representado pela Cidade Santa. — Jerusalém, Jerusalém, cidade de Deus, por Ele tão amada e eleita em preferência a todas as outras, enriquecida e ornada com tantas graças e benefícios como a Lei, o Templo, a doutrina, o sacerdócio, o reino, os profetas e muitos milagres, tu sempre lhe foste ingrata! — Quantas vezes eu quis, outrora pelos profetas, a quem mataste, e agora por mim e meus Apóstolos, a quem também hás de perseguir, reunir em meu seio e conduzir ao único Deus, à única fé e ao verdadeiro culto os teus filhos, isto é, os teus cidadãos, dispersos por vários erros quais ovelhas sem pastor! — Como a galinha reúne os pintinhos, errantes aqui e ali, debaixo das asas para os aquecer e proteger tanto das chuvas quanto dos milhafres, mas tu não quiseste! Cristo compara a si e o seu amor, a sua providência e solicitude em salvar os judeus a uma galinha que põe sob as asas os pintainhos: a) primeiro, porque a galinha parece ser, de todas as aves, a que com mais amor cuida dos filhotes; b) segundo, porque a galinha parece sofrer quando sofrem os pintinhos; c) terceiro, porque a galinha é símbolo de fecundidade, por botar quase todos os dias um ovo, de vigilância, e nada pode ser mais fecundo nem mais vigilante que o amor de Cristo; d) quarto, porque a galinha, em sentido tropológico, representa a Igreja, pela qual Cristo fala como sua Cabeça: com efeito, assim como a galinha não cessa de cacarejar até reunir os pintinhos, assim também a Igreja, com voz indefessa, clama a todos os errantes que olhem para ela e se ponham sob a proteção de suas asas, que não são outras senão as do mesmo Cristo: Quem vos ouve a mim ouve (Lc 10, 16) [1]. — Ouçamos pois a voz desta boa e santa Mãe, por cuja boca nos grita e às vezes lamenta Cristo. Não nos aconteça de ouvir dele, por causa de nossa ingratidão e surdez: Eis que vossa casa ficará abandonada, isto é, assim como o Templo e Jerusalém, sede do reino teocrático, foram desolados pela saída de Deus do primeiro e a destruição da segunda pelos romanos, assim também a nossa alma, se persistir no pecado, será abandonada: pela privação da graça nesta vida e a condenação eterna na outra.

Referências


Esta homilia contém elementos extraídos e traduzidos de Cornélio a Lápide, SJ, Commentaria in S. Scripturam. Neapoli, 1857, vol. 8, pp. 430A–431B.

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