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603. Como uma rede jogada ao mar

Mesmo entre os que crêem verdadeiramente, existem peixes bons e peixes imprestáveis: os primeiros serão recolhidos nos cestos da eterna felicidade; os segundos, arrojados na fornalha do Inferno.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt
13, 47-53)

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: "O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam.

Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí, haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso?" Eles responderam: "Sim".

Então Jesus acrescentou: "Assim, pois, todo mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas". Quando Jesus terminou de contar essas parábolas, partiu dali.

Com o Evangelho de hoje, damos por encerrada a leitura do sermão das parábolas do Reino (cf. Mt 13, 1-52). Jesus, que começara seu discurso falando em público às multidões, termina-o na intimidade dirigindo-se aos discípulos, como "um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas" (Mt 13, 52). É interessante notar que, ao longo deste sermão, Cristo apresenta, ora sob a forma da parábola do joio e do trigo (cf. Mt 13, 24-30), ora sob a semelhança da rede jogada ao mar (cf. Mt 13, 47-50), um "compêndio" da história do mundo: naquela, aprendemos que entre os cristãos de verdade, representados pelo trigo, há também hereges e falsos fiéis, simbolizados pelo joio; nesta, o Senhor nos revela que, mesmo entre os que crêem verdadeiramente, existem bons e maus católicos, apanhados pela barca da Igreja, à semelhança de peixes bons e imprestáveis que dividem uma única rede.

O que Ele nos conta hoje no Evangelho, portanto, deve repercutir em nossa alma como uma urgente admoestação, como um chamado a que nos demos conta de que, ainda que professemos a reta fé, corremos o risco de ser arrojados na fornalha do Inferno como peixes podres e sem utilidade. Por isso, temos de ir além da fé e esforçar-nos por ser bons peixes, ou seja, por amar ardentemente e crescer na caridade de Cristo. Como os discípulos do Senhor, ponhamo-nos ao redor dEle na privacidade da oração e, abrindo-Lhe de par em par o nosso coração, manifestemos-Lhe nossas misérias e supliquemos-Lhe que nos ajude a corresponder devidamente à sua graça, a fim de preservarmos até o fim e sermos recolhidos nos cestos da eterna bem-aventurança. — Santa Maria, auxílio dos cristãos, dai-nos humildade e acudi-nos na hora da morte!

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