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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 5, 27-32)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que olhar para uma mulher, com desejo de possuí-la, já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros, do que todo o teu corpo ser jogado no inferno.

Se tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno.

Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. Eu, porém, vos digo: Todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério”.

O Evangelho de hoje diz respeito ao 6.º e 9.º Mandamentos, que nos proíbem, respectivamente, praticar o adultério e desejar a mulher do próximo. Esses dois artigos da Lei divina, embora pareçam a muitos uma injusta “opressão”, constituem na verdade duas formas libertadoras de amor: de fato, não foi senão para o nosso bem — para a realização da felicidade que realmente nos corresponde enquanto homens, livres e racionais — que Deus quis explicitar os conteúdos básicos da lei natural nas tábuas do Decálogo. É por esse motivo que a castidade cristã, longe de ser um costume “velho” e “estraga prazeres”, é a melhor maneira de vivermos o amor humano em toda sua profundidade e dignidade. Mas como, então, podemos pôr em prática essa virtude? O primeiro passo está no 9.º, e não no 6.º Mandamento, como indica Jesus no Evangelho desta quinta-feira. Para evitar tanto o adultério quanto outras práticas sexuais desordenadas, o primeiro que temos de fazer é disciplinar o nosso interior, educar os nossos olhos e afetos mais íntimos. A razão disso é que, para ser casto externamente (segundo o 6.º Mandamento), é preciso antes sê-lo internamente (de acordo com o 9.º), de forma radical e corajosa. Nesta matéria, não há pretextos nem meios termos: “Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti!”, diz Aquele que conhece o nosso coração melhor do que nós. Isso significa, na prática, que devemos fazer de tudo, com diligente rapidez, para não nos fixarmos em imagens impuras, estejam onde estiverem, nem consentirmos em qualquer desejo ou movimento menos honesto. Que Deus nos conceda, hoje e sempre, a graça de um olhar limpo, dirigido para o que é bom; de um espírito forte, que não ceda a nenhuma impureza; e de uma vida honesta, na qual resplandeça a pureza de um verdadeiro seguidor de Jesus Cristo.

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