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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 10, 11-18)

Naquele tempo, disse Jesus: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas.
Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.
É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi do meu Pai”.

Hoje, continuando o Evangelho proclamado no domingo passado, Jesus se apresenta como o Bom Pastor que cuida de suas ovelhas. No entanto, essa imagem, tão presente no Antigo Testamento, não deve ser entendida de forma bucólica, dentro de um cenário tranquilo e idílico, pois não consiste num pastor em meio a um campo sereno, mas do Pastor Rei e do Rei Pastor.

Essa mesma imagem reaparece no Evangelho de São Mateus, quando Cristo se manifesta como Juiz e Pastor, separando as ovelhas dos cabritos e conduzindo uns à felicidade eterna e outros à condenação. É, portanto, esse Rei que nos introduz na verdadeira vida de felicidade.

Essa figura já havia sido prefigurada no Antigo Testamento com o Rei Davi, o pastor de Israel que, ainda jovem, enfrentou um leão e, depois, Golias. Davi representa o pastor corajoso que arrisca a vida pelas ovelhas e, por isso, torna-se digno de reinar sobre elas. Entretanto, em Jesus, essa realidade se cumpre plenamente: Ele não apenas arrisca, mas entrega verdadeiramente a  sua vida.

Trata-se, pois, de um combate de vida e morte. O Pastor conduz o rebanho pelo vale da sombra da morte, e ali a ovelha não teme, porque Ele está presente com seu cajado e, sobretudo, com sua Cruz. Ele morre, entrega a vida e derrama o seu Sangue pelas ovelhas.

Somente pela fé somos capazes de ouvir a voz desse Pastor, que nos revela todo o seu amor. E é um amor que não apenas se expõe ao risco, mas que se doa totalmente. Logo, Ele, Pastor do rebanho, desce até o vale da sombra da morte para nos libertar das garras do demônio e, entregando a sua vida, alcança-nos a salvação.

E nós, o que devemos fazer para corresponder ao Pastor? Como ovelhas, cabe-nos seguir a sua voz. Mas não apenas ler a Bíblia ou escutar palavras agradáveis, mas reconhecer-nos interiormente ao ouvir a Palavra de Deus ou ao contemplar a vida dos santos. É a voz do Pastor que nos diz: “Vede como vos amo”.

No Evangelho, Jesus afirma: “As minhas ovelhas escutam a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10, 27). Diante disso, como reagiremos a esse Pastor que dá a vida por nós? Iremos ouvi-lo e acolhê-lo com fé? Pensemos bem, rezemos e respondamos ao próprio Jesus, nosso Bom Pastor.

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