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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
(Mt 7, 15-20)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”.

Após nos ter precavido ontem contra o perigo de entrarmos pelo caminho largo da perdição, o Senhor nos alerta hoje contra os falsos profetas, que, metidos em peles de ovelha, se ocultam no rebanho de Cristo como lobos traiçoeiros. “Cuidado com os falsos profetas”, que se apresentam com palavras doces e sedutoras, mas que por dentro “são lobos ferozes”, à espreita das vítimas desprevenidas. Em seguida, indica-nos Jesus o sinal por que poderemos distinguir as ovelhas falsas das verdadeiras: “Vós os conhecereis pelos seus frutos”. Mas a que frutos, precisamente, se refere Nosso Senhor? Não são, decerto, os frutos externos, isto é, não se trata nem de jejuns nem de esmolas, nem de orações nem de muito apostolado, porque todas essas coisas — diz S. Agostinho —, “quando se fazem com mau fim, no erro, não aproveitam mais que para encobrir os lobos”; por isso, não são esses os frutos “que podem servir-nos para reconhecê-los” (De serm. Domini II, 25) [1]. Trata-se, antes, dos frutos que o Apóstolo chama “obras da carne”, a saber: “fornicação, impureza, liber­tinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes” (Gl 5, 19ss). São esses, pois, os frutos com os quais podemos conhecer quem é árvore boa e quem é árvore má: as más frutificam em obras da carne; as boas dão o fruto do Espírito, que é “caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (Gl 5, 22s); as más, ainda que se revistam de folhas frondosas, ainda que pareçam por fora cheias de vitalidade, estão podres por dentro, carregadas de frutos estragados; as boas, ao contrário, ainda que nem sempre sejam as mais atraentes, são as que se deixam podar por Cristo e nele dão frutos abundantes de fé viva, operante pelo amor e com boas obras. Portanto, é por esses frutos que havemos de julgar, antes de tudo, se temos nós mesmos sido lobo ou ovelha, árvore boa ou má, ocasião de queda ou soerguimento para os nossos irmãos na fé: “Vós os conhecereis pelos seus frutos”. 

Referências

  1. Santo Tomás de Aquino, Catena Aurea. Trad. port. de Fabio Florence et al. Campinas: Ecclesiae, 2018, vol. 1, p. 286 (= In Matth., c. 7, l. 8, v. 15-20).
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