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1122. Dê aos seus filhos a vida que importa!

De nada adianta aos pais virar-se do avesso para garantir aos filhos as comodidades de uma vida que, cedo ou tarde, será sepultada, se não lhes procurarem também a única vida que não termina e cujo princípio não é senão o ato de fé.

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
(Jo 4, 43-54)

Naquele tempo, Jesus partiu da Samaria para a Galileia. O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado a água em vinho.

Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. Jesus disse-lhe: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”. O funcionário do rei disse: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” Jesus lhe disse: “Podes ir, teu filho está vivo”. O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora.

Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: “A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde”. O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: “Teu filho está vivo”. Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.

Hoje, o Senhor cura o filho de um funcionário do rei. O evangelista S. João, de quem é extraído o relato deste milagre, já nos havia contado que o primeiro sinal de Jesus acontecera nas bodas de Caná. A partir de então, a fama do carpinteiro de Nazaré começou a espalhar-se por toda a Galileia, e foram certamente esses rumores acerca do novo taumaturgo que levaram o funcionário do rei, apenas soube da vinda de Cristo a Cafarnaum, a sair-lhe ao encontro e pedir, desesperado, que lhe curasse o filho moribundo. O Senhor, no entanto, responde-lhe com uma aparente queixa: “Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais”, quer dizer, não tendes fé, a não ser que vejais coisas extraordinárias. O pai, porém, insiste e persiste, como que sem fazer caso da reprimenda de Jesus: “Senhor, desce, antes que meu filho morra!” E é então que acontece o grande prodígio: “Podes ir”, diz o Senhor, “o teu filho está vivo”, e “o homem acreditou na palavra de Jesus”. Eis o milagre que o Senhor queria realizar, por ocasião de uma desgraça familiar: dar ao pai a luz da fé, deixando-o quase ser privado da companhia do filho. Com efeito, o pai fora até Jesus querendo a cura de outrem, e voltou para casa tendo ele mesmo sido curado da pior morte, que é a cegueira da alma: “O homem acreditou na palavra de Jesus”. Retornando a casa, viu ainda confirmada a fé que aceitara às cegas, porque pôde verificar então que o seu filho voltou a si exatamente na mesma hora em que se lhe havia dito: “Teu filho está vivo”. Por isso, a estes dois milagres, o da fé do pai e o da cura do filho, quis o Senhor acrescentarum terceiro, que foi a conversão de toda a família: “Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família”. E foi esse o segundo sinal de Jesus, que deixou um menino chegar às portas da morte física, para que o pai e, por meio dele, toda a sua família conseguissem o princípio da vida que não acaba. — Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, que tão sábia e harmoniosamente dispõe os acontecimentos, para que tudo concorra para a nossa conversão e salvação! E, guardando no coração o relato deste segundo sinal, peçamos a Deus que inspire por sua graça a todos os pais de família o propósito de transmitirem aos filhos, mediante uma boa e sólida catequese, aquela vida que não termina, como termina a vida do corpo, pois a fé não é mais do que início da nossa salvação.

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