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235. Festa da Visitação de Nossa Senhora

Texto do episódio

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc
1, 39-56)

Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

Com um grande grito exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!" Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu".

Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem.

Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre". Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

Após receber do Arcanjo Gabriel a notícia de que se tornaria mãe do Redentor, Maria Santíssima saiu pressurosa em direção às montanhas da Judeia, a fim de auxiliar Isabel, sua prima que, já em idade bastante avançada, levava em seu seio o precursor do Messias. Essa pressa caridosa da Virgem Mãe nos faz lembrar aquelas palavras registradas por São Lucas poucos versículos antes: "Eis aqui a escrava do Senhor" (Lc 1, 38). Ao chamar-se escrava, com efeito, Maria confessa pertencer totalmente a Deus — "como coisa e propriedade". Ela sabe, pois, não ser senhora da própria vida; por isso, a sua alma se alegra em Deus, nAquele que olhou com benignidade "para a sua pobre serva". E é justamente por saber-se coisa de Deus que Ela, cheia de amor e vazia de si, entrega-se aos outros com total abandono e espírito de serviço: embora grávida e longe da família, "Maria ficou com Isabel cerca de três meses." Ela, que se tornou a nova Arca da Aliança, trazendo dentro de si o verdadeiro Maná descido dos Céus, deixou-se "devorar" em cuidados e ternura pela parenta necessitada. Peçamos hoje a nossa querida Mãe Imaculada que nos dê também a nós, servos rebeldes, uma maior docilidade à graça e a consciência de que não nos pertencemos, porque fomos comprados a um altíssimo preço por Aquele que é, com justiça, nosso dono e Senhor.

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